terça, 11 abril 2017 16:00

Setor alimentar impulsiona crescimento de 3% das vendas do retalho em 2016

O setor do retalho alimentar e não alimentar em Portugal registou em 2016 um crescimento de 3% face a 2015, atingindo os 19.522 milhões de euros de volume de vendas. O setor alimentar é o principal impulsionador do crescimento com um aumento de 3,6%. Os resultados são do Barómetro de Vendas da APED (Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição) apresentado, esta terça-feira, pela diretora-geral, Ana Isabel Trigo Morais.

No retalho alimentar destacaram-se as categorias de perecíveis e congelados com uma subida de 7,9% e de 5%, respetivamente. A diretora-geral da APED, Ana Isabel Trigo Morais, explica que esta oferta tem sido “objeto de investimento e de grande atenção por parte das insígnias há muitos anos”. “Este aumento de vendas corresponde não só a esse esforço e investimento, mas àquilo que é uma grande preocupação dos portugueses com os seus estilos de vida e com a procura de uma alimentação saudável”, acrescenta. Já o bazar ligeiro foi a categoria com maior quebra, -0,3%. De realçar ainda o desempenho da categoria de lacticínios que, após vários meses em queda, apresenta agora um crescimento de 0,1%, valor que “mostra uma ligeira evolução da crise dos lacticínios”, segundo a diretora.

Quanto ao retalho não alimentar, o Barómetro mostra que existe um aumento de 2,1% do volume de vendas. Neste segmento, o mercado de linha branca foi o que mais cresceu com uma subida de 6,9%. Seguiram-se os equipamentos tecnológicos com uma evolução de 6,1%, crescimento que, segundo Ana Isabel Trigo Morais, se relaciona com a acelerada evolução tecnológica e com a grande capacidade de colocar produtos novos no mercado, aqui “os campeões continuam a ser os lançamentos de smartphones”, refere. Por sua vez, a fotografia teve a maior quebra no retalho não alimentar com uma diminuição da faturação de 11,6%.

Os dados revelam que também as vendas com promoções cresceram, passam dos 41,9% (2015) para 44,8% (2016). “Ganhou uma importância muito grande porque foi um auxiliador importantíssimo das famílias portuguesas durante o período de crise e durante o período em que as pessoas tiveram os seus rendimentos cortados e ameaçados e isso trouxe-nos uma alteração de comportamento do próprio consumidor, que se habituou a comprar em promoção”, explica. A diretora avança ainda que “as promoções são uma exigência do consumidor” e que “a atividade promocional continua muito intensa”. Segundo comunicado, este crescimento mostra que o consumidor português procura bens com a melhor relação qualidade-preço.

Finalmente, quanto à quota de mercado, a marca própria sofreu um ligeiro decréscimo, de 33,6% (2015) passa para 33,1% em 2016.

Segundo Ana Isabel Trigo Morais, o ano de 2017 é observado com cuidado, pois “o comportamento do consumidor é volátil e muda muito rapidamente” e, apesar dos indicadores económicos referentes a janeiro e fevereiro mostrarem um crescimento de vendas no setor, revelam que a inflação também está a crescer, assumindo 1,6% em fevereiro enquanto que no ano 2016 tinha sido de 0,6%, refere.

mc@briefing.pt

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