quinta, 03 agosto 2017 16:01

A Sonae e a sustentabilidade: criar valor a longo prazo

São cinco os eixos da política de sustentabilidade da Sonae, centrados na ideia de melhoria contínua. Do negócio, das pessoas, dos parceiros e fornecedores, das comunidades e do planeta. A diretora de Marca, Comunicação e Responsabilidade Corporativa, Catarina Oliveira Fernandes, enquadra a estratégia, afirmando que o objetivo é a criação de valor alongo prazo.

 

Store | Qual a visão da Sonae em matéria de sustentabilidade?

Catarina Oliveira Fernandes | A Sonae tem como missão criar valor económico e social a longo prazo, levando os benefícios do progresso e da inovação a um número crescente de pessoas. Prosseguir este objetivo implica desenvolver a nossa atividade de forma sustentável, criando valor para o negócio, para as pessoas, para os parceiros e fornecedores, para a comunidade e para o planeta. 

Tendo acompanhado toda a nossa história, a sustentabilidade ganha vida pela ação dos nossos negócios, estando presente ao longo de toda a sua cadeia de valor e, por isso, adquirindo diferentes expressões na forma como criamos valor, promovemos o desenvolvimento do talento e carreira das nossas pessoas, contribuímos ativamente para o desenvolvimento das comunidades em que estamos presentes, mitigamos ou evitamos o impacto ambiental da nossa atividade, ou estabelecemos parcerias que promovem a geração de conhecimento e valor partilhado.

Sustentabilidade é, cada vez mais, muito mais do que ambiente. Em que medida?

O ambiente é um pilar importante da nossa política de sustentabilidade e procuramos desenvolver a nossa atividade de forma a melhorar constantemente a nossa pegada ecológica e operando o mais eficientemente possível, liderando e inovando na criação e implementação das melhores práticas. Fruto deste trabalho, por exemplo no último ano reduzimos o consumo de energia em 1% e diminuímos as emissões de CO2 em 13%. No entanto, o ambiente é apenas uma parte da nossa política de sustentabilidade. Uma empresa, para ser sustentável, precisa de criar valor a longo prazo para todos os stakeholders, nomeadamente para os seus colaboradores, para os seus parceiros e fornecedores, para as comunidades onde desenvolve o seu negócio e para os investidores. Para nós, esta criação de valor passa em larga medida pela promoção do conhecimento, pelo apoio à comunidade, pelo incentivo à cultura e pelo investimento em inovação. No primeiro caso, a formação contínua e a promoção do conhecimento dentro e fora da organização são prioridades para a Sonae, que é reconhecida como uma escola de líderes.

Todos os anos, proporcionamos mais de um milhão de horas de formação a colaboradores e desenvolvemos diversas parcerias com instituições de ensino para proporcionar programas académicos por todo o mundo. No apoio à comunidade, desenvolvemos várias programas no âmbito da nossa responsabilidade corporativa, que representam cerca de 10 milhões de euros anualmente. O apoio à cultura é outro grande pilar da nossa organização, desenvolvemos diversas iniciativas de promoção da arte e estímulo da criatividade na comunidade através da nossa parceria com a Casa da Música, Museu do Chiado (MNAC) e a Fundação de Serralves. Enquanto líderes nos mercados em que operamos, a aposta na inovação é essencial para nos desafiarmos e sermos disruptivos naquilo que fazemos e que, uma vez mais, tem como grande objetivo levar os benefícios do progresso e inovação a um número crescente de pessoas.

De que modo é que a sustentabilidade gera maior eficiência, logo maior negócio?

Para ser sustentável uma empresa necessita de ser eficiente. Na Sonae, procuramos ser frugais em tudo o que fazemos, de forma a não desperdiçar recursos e maximizar o valor de cada projeto. 

Por exemplo, a Sonae Sierra tem um conjunto de iniciativas dirigidas à redução da pegada de carbono dos centros comerciais que tem tido resultados assinaláveis: menos 72% no consumo de eletricidade entre 2012 e 2015, que representa uma poupança estimada de mais de meio milhão de euros em custos operacionais do negócio. De salientar que, no ano de 2016, dos 45 centros comerciais detidos pela Sonae Sierra, 29 já utilizavam eletricidade “verde”, gerada totalmente a partir de fontes de energia renováveis. 

Um outro exemplo de iniciativa é a que visa uma maior eco-eficiência nas lojas de retalho alimentar e especializado, que, no último ano, permitiu reduzir o consumo de água em 3,3% e o consumo de energia em 2,5% (nas lojas com maiores consumos). Estas poupanças proporcionam recursos adicionais aos negócios para investir em inovação, criando novos produtos e serviços, bem como para melhorar o serviço e experiência de compra do cliente, o que contribuiu para o crescimento das vendas. 

Outro exemplo é o projeto pioneiro a nível mundial Waste to Energy, da Sonae MC, que tem o objetivo de transformar os resíduos em energia. Esta iniciativa reflete a transição de um modelo linear de produção de bens materiais, para um modelo circular, onde os impactos ambientais são minimizados ao longo do ciclo de vida dos produtos. Esta solução, com capacidade ajustada à média de bens materiais produzidos por um grande hipermercado, é inovadora pois permite tratar e valorizar mais de 200 toneladas/ano (dados de projeto) de resíduos orgânicos produzidos pelas lojas, diminuindo a quantidade enviada para aterro, produzindo energia e fertilizante com o seu tratamento e reduzindo a emissão de gases com efeito de estufa, ao evitar o transporte de resíduos.

E como, do vosso ponto de vista, é percebida pelo consumidor?

Os consumidores são hoje muito mais responsáveis nas suas escolhas e cada vez dão mais atenção aos aspetos da sustentabilidade em todas as suas dimensões: produção local, sustentável, biológica. Acreditamos que uma das razões que contribuem para a liderança dos negócios de retalho da Sonae é a sua preocupação constante com a sustentabilidade e os muitos projetos que desenvolve com o objetivo de fazer mais e melhor, de forma mais eficiente, e procurando melhorar a vida das pessoas.

Esta entrevista pode ser lida na íntegra na última edição impressa da Store Magazine.

fs@storemagazine.pt

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