terça-feira, 12 março 2013 15:12

Português lidera centro de competência de multinacional do retalho

Português lidera centro de competência de multinacional do retalhoO português Luis Rodolfo, que desempenhava as funções de diretor de retalho da ANA, é desde o dia 4 de março o responsável de um novo departamento da Nuance, uma multinacional do retalho especializada na área aeroportuária. As suas funções vão desde o desenvolvimento de lojas até ao branding e envolvem o mundo inteiro. Em entrevista ao Briefing explica porque é que o convite foi irresistível.

 

A sua paixão pelo retalho e pela indústria aeroportuária e a possibilidade de trabalhar com consumidores à escala mundial integrado numa equipa multicultural foram algumas das razões que levaram Luis Rodolfo a aceitar o cargo na Nuance. Também o trabalho feito na ANA, só possível graças ao envolvimento de uma "equipa fantástica", contribuiu para a escolha do grupo suíço.

Com 4600 trabalhadores em todo o mundo e presente em 18 países e territórios, o grupo Nuance tem sede em Zurique. Explora 300 lojas e serve 31 milhões de consumidores.

Briefing | Quais são as suas funções no Nuance Group?
Luís Rodolfo | A multinacional de retalho Nuance. que tem um volume de negócios de cerca 2 mil milhões de dólares, criou um novo departamento que pretende ser um centro de competências global desta empresa, que desenvolve o seu negócio na América Norte, Ásia, EMEA e Austrália. Esse centro de especialização abrange áreas como Store Development, Digital, Global Buying, Category Mgt, Pricing, Promotions, Consumer Intelligence, Retail Trends, Branding, Comunicacao. A minha função é liderar e desenvolver esse novo departamento a nível global, definindo as melhores práticas e guidelines comerciais para cada região, partilhando com as regiões de forma estruturada, sistemática, esse conhecimento de forma a acrescentar realmente valor a cada região e ao grupo como um todo.

Briefing | Que ideias é que gostaria de pôr em prática no grupo?
LR | Tenho muitas ideias, mas preciso primeiro escutar ativamente os vários stakeholders, compreender as verdadeiras necessidades de cada região no mundo (meus clientes internos!) e avaliar recursos que tenho disponíveis para implementar. Só depois poderei avaliar se as ideias podem servir as expectativas e objetivos estratégicos e estabelecer o road map de implementação.

Briefing | Até que ponto é que o trabalho desenvolvido na ANA é uma mais-valia para as suas novas funções?
LR | A dinâmica, a pró-atividade e inovação que a ANA concretizou nos últimos anos, refletiu-se não só nos resultados qualitativos como quantitativos, como também no reconhecimento na indústria. O facto de me terem escolhido poderá ser visto também como esse reconhecimento do bom trabalho feito que, saliento, só foi possível com o envolvimento de uma equipa fantástica da ANA. É esse o mesmo espírito, energia e atitude que a Nuance precisa para este novo desafio que se pretende: pensar, criar e agir.

Briefing | O que tornou este desafio irresistível?
LR | Primeiro é uma empresa/pessoas que me transmitem confiança, segundo sou apaixonado pelo retalho e pela indústria aeroportuária, terceiro trabalhar com consumidores à escala mundial integrado numa equipa multicultural é já em si outra experiência de vida e conhecimento irresistível. Claro que depois a cidade em si – Zurique – e, entre outras, as condições financeiras, também ajudaram na decisão.

Fonte: Briefing

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