quarta-feira, 24 outubro 2012 14:08

Evoluir na auto-regulação

"Seria preferível evoluir na via da auto-regulação, evitando-se os tribunais e privilegiando-se a arbitragem, em vez de se insistir numa sobre-regulação do sector da distribuição", diz o advogado Joaquim Vieira Peres, sócio da sociedade Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva & Associados e especialista em Direito da Concorrência e no sector da distribuição.

 

Store | A área da distribuição é reconhecida como uma das mais eficientes em Portugal. Sendo uma pessoa conhecedora deste sector como é que prevê a sua evolução? Vai ter um papel cada vez mais influente na economia portuguesa?

Joaquim Vieira Peres | Neste momento, enquanto jurista da área da Concorrência e com alguma atenção ao sector da distribuição, acho que a capacidade que o sector tem de acrescentar valor à economia nacional não deve ser desvalorizada nem travada. Sigo com muito interesse o resultado da reflexão que está a ser levada a cabo quer a nível da União Europeia quer em Portugal quer noutros Estados-Membros sobre a evolução que têm sentido os sectores económicos mais interligadosà distribuição, nomeadamente a montante, isto é, a relação entre, por um lado, a fileira agro-alimentar e outros produtores industriais e, pelo outro lado, a distribuição dita moderna. As agências de defesa da Concorrência têm reconhecido que o sector da distribuição é extremamente competitivo e por isso
eficiente.

 

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