quinta, 30 novembro 2017 16:20

Belmiro de Azevedo: Morreu o senhor Sonae

Belmiro de Azevedo faleceu esta quinta-feira, 29 de novembro, aos 79 anos. O empresário que liderou a Sonae durante 50 anos estava internado na CUF do Porto desde segunda-feira.

 

O homem forte do maior grupo empresarial português era considerado o quarto mais rico do país, de acordo com o ranking da revista Forbes, com uma fortuna avaliada em 1,26 mil milhões de euros.

Nascido a 17 de fevereiro de 1938, em Marco de Canaveses, o empresário formou-se em Engenharia Química. Entrou para a Sonae em 1965, assumindo o controlo da empresa em 1974, em substituição do fundador da empresa, Afonso Pinto de Magalhães.

Foi sob a sua liderança, que abriu, em 1985, o primeiro hipermercado em Portugal, o Continente de Matosinhos, e o Jornal Público, nos anos 90. Na área das telecomunicações, fundou a Optimus, que viria a ser substituída pela NOS em 2014 numa fusão com a ZON. No ano seguinte deixou o cargo de chairman do grupo Sonae, que passou a ser ocupado pelo filho Paulo Azevedo.

Numa nota enviada às redações, a Sonae lembra o seu “caráter empreendedor único”, que o levou “a criar e expandir negócios, gerir com rigor e criatividade, internacionalizar, investir na abertura do mercado de capitais, ser percussor do relevo da sustentabilidade nas empresas, apostar na formação e a criar um estilo único de liderança que faz da Sonae uma reconhecida escola de gestores em Portugal”. A empresa homenageia o “homem que dedicou a vida a criar um legado histórico ímpar no panorama empresarial em Portugal”.

Já a Confederação dos Serviços de Portugal (CSP) enaltece “o ímpar percurso empresarial e de cidadania de um homem que procurou estar sempre à frente do seu tempo”.

“Quer seja na área da distribuição – foi fundador da APED, uma das associadas da CSP – nas telecomunicações, na indústria, nos serviços financeiros, na tecnologia, nos centros comerciais e na filantropia, Belmiro de Azevedo foi um símbolo de inovação e liderança”, acrescenta o comunicado.

A Associação Portuguesa de Centros Comerciais salientou, por sua vez, o “homem ímpar e cidadão exemplar que contribuiu para o desenvolvimento económico do seu País e de um modo particular na consolidação da indústria dos centros comerciais e sua dignificação além fronteiras”.

Fonte: APCC, BA&N e LPM

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