terça, 05 dezembro 2017 16:00

Dia Europeu no Retalho foca na inovação e num "Mercado Único"

"Inovação e como utiliza-la" foi o tema central do Dia Europeu do Retalho, que reuniu em Bruxelas as quatro maiores associações europeias de retalho. Esta temática foi escolhida porque a organização entende que a tecnologia digital está a transformar o retalho e que abraçar a inovação representa um dos maiores desafios para os retalhistas, mas também uma grande oportunidade.

 

EuroCommerce, Euro Coop, European Retail Round Table (ERRT) e Independent Retail Europe são as associações promotoras da iniciativa, que decorreu pela primeira vez a 30 de novembro e contou com mais de 200 participantes. Os profissionais do setor debateram o facto da tecnologia estar a alterar o comportamento e preferências dos consumidores, como é que os comerciantes estão a responder a essas mudanças e em que medida essas mudanças e a tecnologia podem contribuir para que as compras continuem a ser "uma experiência vibrante e emocionante", seja online ou nas lojas físicas. Aquando do evento, foi  também defendida a criação de um "Mercado Único".

"Os retalhistas precisam de inovar todos os dias para atender às necessidades dos consumidores num mercado que é altamente competitivo. E para competir, eles precisam de um Mercado Énico que funcione. Mais de 85% das empresas inquiridas para um estudo recente mostraram que investiriam mais se as barreiras discriminatórias que enfrentam fossem removidas. O Mercado Único é a chave para criar empregos, crescimento, maior escolha e preços mais baixos para os consumidores", afirma Kenneth Bengtsson, presidente do EuroCommerce, acrescentando que "descartar essas barreiras é uma prioridade fundamental para o retalho e para a Europa como um todo".

Já Colin Macleod, vice-presidente do Euro Coop, refere que "o retalho é uma peça central para as dimensões económica, social e ambiental da vida europeia" e que, com vista a atender as necessidades dos consumidores, a inovação está a levar a uma "transformação histórica" do setor.

"A nossa responsabilidade não termina na caixa registradora; Estende-se à sociedade, às comunidades, à economia e ao meio ambiente. Como empresas cooperativas, fomentamos o desenvolvimento sustentável há 170 anos. No entanto, o Mercado Único apenas maximizará o valor da contribuição do retalho se tiver um quadro regulatório que reconheça as especificidades dos vários modelos comerciais, o seu valor agregado e desafios", afirmou o responsável do Euro Coop, que vê o primeiro Dia Europeu do Retalho como "um passo importante na jornada para uma Europa mais forte e mais colaboradora".

O presidente do ERRT, Frans Muller, destaca, por outro lado, que "o retalho está a tornar-se mais sobre dados e menos sobre vender coisas" e que, com os dados, é possível analisar comportamento e adaptar estratégias e produtos. Além disso, estas novidades são benéficas para gerar empregos. Defende, por isso, que "a UE poderia desempenhar um papel valioso na consciencialização a nível dos Estados-Membros sobre como estão a surgir novos e atraentes empregos digitais no setor".

Ralf Gerking, presidente da Independent Retail Europe, sublinha que "as estruturas de grupo permitem que os retalhistas independentes sejam inovadores, modernos e empreendedores competitivos" e que, atualmente, os grupos de retalhistas independentes "representam mais de 6 milhões de empregos na UE, contribuindo de forma valiosa para a economia e para a diversidade do mercado".  Ralf Gerking  reforça ainda que "o setor retalhista necessita de um pacote de políticas específicas que permitam a todos os modelos empresariais serem competitivos em todos os canais e que apoie um mercado de retalho europeu diversificado, justo, inovador, competitivo e sustentável, com um capítulo sobre cidades sustentáveis, modernas e animadas com uma oferta de retalho diversa".

Fonte: EuroCommerce

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