sexta, 05 janeiro 2018 12:32

CW antevê dinamismo do mercado imobiliário para 2018

O mercado imobiliário esteve dinâmico em 2017 e deverá melhorar em 2018. A garantia é da Cushman & Wakefield (CW), que acredita que o setor deverá manter uma trajetória positiva e estima que o investimento imobiliário comercial ultrapasse os 2,5 mil milhões de euros.

 

“A atividade de investimento, em linha com o que se tem sentido a nível global e com particular ênfase na Europa, manteve-se extremamente dinâmica ao longo de 2017”, diz o diretor-geral da consultora em Portugal, Eric van Leuven. “De uma forma transversal todos os sectores registaram um elevado dinamismo, tanto ao nível da atividade ocupacional como de investimento. Os valores de mercado, rendas e yields, repercutiram este bom momento e atingiram em muitos casos novos máximos históricos”, acrescenta.

Foram transacionados aproximadamente 1,8 mil milhões de euros em ativos imobiliários comerciais, o que traduz uma subida de 41% face ao ano anterior.

O setor de retalho demonstrou-se igualmente ativo. Segundo a consultora, foram arrendadas mais de 700 lojas em 2017, totalizando uma área superior aos 200.000 metros quadrados, em linha com o valor transacionado em 2016. Os conjuntos comerciais captaram mais de metade dos negócios analisados, mas o comércio de rua manteve-se também “muito dinâmico”, com a cidade de Lisboa a registar uma procura na ordem dos 27.000 metros quadrados e o Porto cerca de 7.000 metros quadrados.

Foram concretizadas mais de 80 operações de arrendamento no retalho, num espectro diversificado de atuação. Realizaram-se 705 novos contratos de retalho em Portugal, nos quais se destaca, por setor de atividade, a restauração (266 novas lojas), que ultrapassou o setor moda (160 novas lojas).

A consultora antevê um 2018 positivo. “Será também um ano de crescente inovação no mercado imobiliário. Espera-se que sectores alternativos até à data pouco explorados, como são os hotéis, os espaços de co-working, as residências de estudantes ou as residências seniores comecem a surgir em força, captando o interesse de ocupantes e investidores”, afirma Eric van Leuven.

No retalho, a procura deverá manter o crescimento em rua e centros comerciais e a promoção deverá sofrer um reforço “de forma abrangente em todos os setores do imobiliário”.

Para os próximos três a cinco anos está também prevista a abertura de 120 projetos turísticos, a maioria na Área Metropolitana de Lisboa e Região Norte.

Fonte: Cushman & Wakefield

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