segunda, 12 fevereiro 2018 15:25

Confiança dos consumidores cresce na Europa

A confiança dos consumidores europeus cresceu ligeiramente no final de 2017 e é expectável que o consumo privado continue a subir em 2018. Os dados são da GfK, que refere um cenário positivo também em Portugal.

 

De acordo com o estudo "Clima de Consumo na Europa", relativo ao último trimestre de 2017, em dezembro o índice do Clima de Consumo da Europa da GfK atingiu 21,1 pontos, o valor mais alto da última década, que faz a consultora prever um aumento de 1,5 a 2% no consumo das famílias na União Europeia em 2018.

A nível europeu, as expetativas económicas subiram  para uma média de 17 pontos em dezembro de 2017, mais 5 pontos do que em setembro passado. Os consumidores de França, Alemanha e Áustria são os mais confiantes com a economia.

"No conjunto de 2017, a confiança no crescimento económico na Europa aumentou significativamente. As expectativas de rendimentos são positivas em grande parte da Europa, mas são apenas ligeiramente superiores às de 2016. O mesmo é verdade para a propensão para comprar. Com base em todos os fatores, a GfK prevê um aumento de 1,5 a 2% (em termos reais) no consumo das famílias na União Europeia para 2018. Por conseguinte, a economia europeia continuará a ser impulsionada pelo consumo privado", refere Rolf Bürkl, especialista em consumo da GfK.

Em Portugal, o indicador da propensão para comprar atingiu o valor mais alto do ano (13,8 pontos), que é também o valor mais elevado desde março de 2000. As expectativas económicas dos consumidores portugueses recuaram ligeiramente no final de 2017, ficando nos 33,1 pontos em dezembro. As expectativas de rendimentos são "bastante positivas", ficando nos 29,8 pontos.

Como consequência do ambiente de confiança que se faz sentir, estão a crescer as vendas nas áreas de produtos duráveis tecnológicos, eletrónicos e de telecomunicações. Segundo o estudo da GfK, "estamos a comprar telemóveis mais caros e a comprar novos 'grande eletrodomésticos', fator também impulsionado pelo dinamismo do imobiliário".

Fonte: LPM

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