segunda, 12 março 2018 13:11

BCSD: Resíduos podem gerar 32 milhões de euros

Se os resíduos industriais fossem transacionados entre empresas, o impacto económico anual seria de redução de consumos intermédios de 165 milhões de euros e contribuição com 32 milhões de euros em VAB. As conclusões são do estudo “Sinergias Circulares: Desafios para Portugal” do BCSD Portugal – Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável.

 

O mesmo estudo revela ainda que o impacto social traduzir-se-ia na criação de 1.300 postos de trabalho e a pegada ambiental teria uma redução de mais de 5 milhões de toneladas de extração doméstica.

Os objetivos do “Sinergias Circulares: Desafios para Portugal” passavam por mapear os tipos de resíduos, as quantidades e o concelho do país onde são produzidos; identificar sinergias entre empresas; avaliar o impacte ambiental, social e económico destas sinergias; e identificar um conjunto de ações no âmbito de políticas públicas de apoio à transição para a economia circular.

Para chegar a esta conclusões foram analisados os dados nacionais de 32 empresas associadas do BCSD com vista a explorar sinergias na área dos resíduos. A transação entre empresas visaria a utilização destes resíduos como matéria prima, em vez de serem eliminados. No total, as empresas participantes produzem cerca de 8,3 milhões de toneladas de 267 resíduos diferentes, entre os quais 57% dos produzidos são eliminados e apenas 43% valorizados. Para inverter esta situação é necessário analisar o potencial da transação de resíduos, evitanto a extração de materiais virgens e a eliminação em aterro.

São apresentadas ainda seis ações prioritárias de atuação que têm como objetivo desbloquear barreiras. São estas: alterações regulamentares para facilitar a transação de resíduos, promover as compras ecológicas, promover o conhecimento nas empresas; facilitar as condições fiscais e de financiamento; promover as plataformas coletivas para gestão de recursos e comunicar resultados.

“Com este estudo evidenciamos que existe um potencial económico e social associado às práticas de economia circular. Faz todo o sentido desenvolver todos os esforços políticos e empresariais para escalar esta potencialidade. É fundamental continuar a dinamizar o tema da economia circular em Portugal, fomentar o investimento nesta área e promover um diálogo constante entre a administração pública e as empresas de forma a conseguirmos, em conjunto, acelerar a identificação de soluções tecnológicas e de mercado que possam alavancar os projetos existentes e despoletar novos projetos”, afirma Sofia Santos, secretária geral do BCSD Portugal.

Fonte: BCSD Portugal

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