terça, 10 abril 2018 16:16

Portugal tem o maior crescimento da UE nos bens de grande consumo

No último trimestre de 2017, o consumo nacional cresceu 2,9% em volume e registou um efeito-preço 3,8%, totalizando um aumento em valor de 6,7%. Segundo a Nielsen, trata-se do “mais elevado entre todos os países estudados” (como França, Itália, Reino Unido, Espanha, Alemanha, Bélgica e Holanda), “mesmo num ano tão dinâmico para toda a Europa”.

 

No quarto trimestre do ano passado, os consumidores portugueses mantiveram os seus níveis de confiança bastante elevados, alcançando o valor de 84 pontos (mais 10 em relação ao período homólogo) e estando acima de países como França ou Itália e a apenas três pontos de alcançar a média europeia.

“Depois de um período de crise, o clima económico vivido neste momento em Portugal é favorável, com um aumento do PIB e dos preços, também suportado pelo crescimento da atividade turística. Para além disso, a confiança dos consumidores portugueses cresceu significativamente, tendo atingido nos últimos trimestres valores nunca antes alcançados. Os consumidores portugueses acreditam que vão adquirir melhores condições profissionais e financeiras, o que é favorável à aquisição dos produtos que desejam e de que necessitam”, refere o managing director Iberia, Gustavo Núñez.

Poupar é ainda uma prioridade no nosso país, na medida em que 47% dos consumidores portugueses optam por fazer poupanças com o dinheiro que lhes sobra após o pagamento das despesas essenciais. Na Europa, este valor chega aos 38%.

De acordo com a consultora, o quarto trimestre de 2017, que incluiu um Natal e Ano Novo “bastante dinâmicos e significativos crescimentos em volume”, indica uma tendência positiva para o futuro. “Marcas e retalhistas terão de inovar e investir na criação de valor das categorias, com a oferta de produtos que poderão ter preços mais elevados, mas que ofereçam aos consumidores benefícios extra e tornem a sua vida mais fácil”, diz Gustavo Núñez.

2017 foi muito positivo para toda a Europa, apresentando um crescimento de 4,2% em valor. As categorias mais dinâmicas foram as bebidas (10,6% as não alcoólicas e 7% as alcoólicas). Os produtos de mercearia (3,9%), higiene do lar (3,8%), congelados (3,7%), cuidado pessoal (3,1%) e os lacticínios (2,3%) também apresentaram crescimento.

Seguindo a tendência na Europa, as marcas da distribuição apresentam em Portugal uma performance positiva, o que resultou do “forte investimento” por parte dos retalhistas.

Os supermercados continuam a ser o canal mais importante, estando os pequenos formatos a crescer acima da média. “Esta tendência demonstra que o consumidor está cada vez mais atento ao driver conveniência e proximidade”, nota a consultora.

Fonte: Nielsen

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