quarta-feira, 14 agosto 2019 14:54

IKEA investe mais de seis milhões para baixar preços

A IKEA Portugal vai investir mais de seis milhões de euros para baixar o preço de 130 a 185 produtos e cumprir aquela que é a sua visão para o próximo ano: “Todos têm direito ao design”. As novidades foram apresentadas esta terça-feira na sede da empresa, em Loures, pelas diretoras Comercial, Micaela Quintan, e de Marketing, Helena Gouveia.

Há quase dois anos em Portugal, depois de experiências na Austrália e no Reino Unido, a diretora Comercial enquadrou a baixa de preços no objetivo da IKEA de se tornar mais próxima e mais acessível. Do ponto de vista da acessibilidade económica, começou por recordar que o salário médio anual dos portugueses é de dez mil euros e afirmar: “É ao lado destas pessoas que temos de estar”. Neste contexto, recordou a missão de “criar um melhor dia a dia para a maioria das pessoas”, o que – disse – é sinónimo de ter artigos que a maioria das pessoas possa pagar.

Daí a baixa de preços, para já em 130 produtos, número que chegará aos 185 ao longo do ano. E que foram escolhidos entre os mais procurados, quer nas lojas, quer no site. Deu como exemplo a cama Malm, que vai descer 50 euros.

Paralelamente, e porque “as pessoas precisam de inspiração e de soluções”, as lojas IKEA vão mostrar como, com um orçamento inferior a três mil euros, é possível decorar um apartamento inteiro ou como é possível equipa um quarto ou uma sala com menos de 350 euros. Estas propostas vão ser recriadas fisicamente.

O posicionamento de negócio para 2020 vai ter declinações a nível e da respetiva comunicação. A diretora de Marketing, Helena Gouveia – há um ano nestas funções, mas há 11 na empresa – adiantou que se trata de dar continuidade ao conceito trabalhado em 2018 – “Não há casa como a nossa”. É que “foi uma aposta mais do que ganha”: “Aumentámos cinco pontos no KPI interno de envolvimento emocional dos clientes, o top of mind manteve-se estável e é um dos mais elevados do mundo, o desejo pela marca está ao mesmo nível da Suécia, portanto, em número 1. É uma marca muito saudável em Portugal. E o que nos questionamos foi como é que, com uma marca tão forte, podemos contar novamente a história da IKEA”.

Uma história que tem 15 anos em Portugal e 75 no mundo e que vai continuar a ser contada em tons de amarelo e azul, se bem que o logótipo tenha sofrido algum ajuste de modo a ser percetível em todas as culturas e comunidades e a ser otimizado para os formatos digitais. Também a letra sofreu evolução, de verbana para noto, vista como uma fonte tipográfica que permite trabalhar com diferentes mercados, garantindo que a comunicação tem boa leitura em todos os formatos e é visualmente atrativa.

Do ponto de vista do marketing, “fazia sentido voltar às origens”, explicar o conceito de design democrático segundo o qual a dimensão da carteira não pode ser impeditiva de ter uma boa vida. Daí o “todos temos direito ao design”, que será palavra de ordem do próximo ano.

 

fs@storemagazine.net

 

 

 

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