sexta-feira, 11 setembro 2020 14:51

Consumo cresce 8% no segundo trimestre

Os Bens de Grande Consumo apresentaram, no segundo trimestre do ano, uma "forte tendência de crescimento": mais 8,2%, seguindo a tendência já verificada no primeiro trimestre (mais 14%). Estes são alguns dos resultados do estudo “The Conference Board Global Consumer Confidence Survey”, conduzido em colaboração com a Nielsen, que posiciona Portugal no 14º. lugar entre os 21 países analisados.

Como explica a Retailer Vertical Director da Nielsen Portugal, Ana Paula Barbosa, “mesmo em tempos de incerteza nos que diz respeito às finanças dos consumidores, as vendas dos Bens de Grande Consumo no segundo trimestre de 2020 são impactadas pelo efeito da pandemia COVID-19, particularmente no que respeita ao fator volume, que regista crescimentos significativos”. Isto porque a confiança dos consumidores portugueses registou uma quebra de 31 pontos no segundo trimestre em comparação com período homólogo.

Num período marcado pelo confinamento obrigatório e pelo encerramento de centros comerciais, restaurantes, e outros estabelecimentos comerciais, as lojas de retalho alimentar mantiveram-se em funcionamento e direcionaram, “com sucesso” – diz Ana Paula Barbosa – “todos os seus esforços para apoiar e fornecer os seus consumidores numa altura tão atípica como a que vivemos”. “Nesta volta à normalidade, o mercado tem vindo a adaptar a sua oferta e terá de continuar a trabalhar no sentido de responder a todas as novas necessidades e limitações deste (novo) consumidor”, acrescenta.

Portugal obteve no segundo trimestre do ano o valor de 63 pontos, revelando uma quebra acentuada face aos trimestres anteriores e caindo da “marca” dos 90 pontos atingida ao longo do último ano. Apesar da tendência de quebra deste indicador entre os países mais próximos, em Portugal esta diminuição é especialmente notória.

A Economia e a Saúde surgem neste trimestre como as principais preocupações para 47% e 46% dos portugueses, respetivamente. O valor alcançado para o fator Saúde atinge neste período uma marca histórica, evidenciando o efeito e os novos receios associados à pandemia COVID-19.

 

Fonte: Say U

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