quinta-feira, 12 novembro 2020 14:07

APED contesta restrições ao retalho

A Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) partilhou, esta quarta-feira, uma carta aberta ao primeiro-ministro, na qual contesta a limitação de horários para o retalho não alimentar, propõe o aumento do rácio de pessoas por loja e uma autorização para espaços “click and collect“.

“A limitação de horários apresentada para o retalho não alimentar é fator perturbador do bom funcionamento dos espaços comerciais. Concentrar as compras de natal em horários reduzidos só contribuirá para provocar ajuntamentos de pessoas à porta das lojas, precisamente aquilo que se quer evitar, situação que acontece hoje com o setor do retalho especializado que foi literalmente fustigado desde o inicio da pandemia”, alerta a APED na carta aberta a António Costa.

A associação defende o aumento do número de pessoas que podem estar no interior das lojas ao mesmo tempo. “Se ao rácio de pessoas em loja mais baixo da Europa, juntarmos esta limitação horária, no período mais importante do ano para o retalho especializado, não nos será possível continuar a operar de forma sustentada trazendo assim custos incalculáveis para o emprego e para o país. É por isso fundamental aumentar o rácio de cinco para 10 pessoas por 100 mt2 de forma a dar fluidez à circulação de clientes, situação que, aliás, tem o acordo da DGS”.

Outra medida que a APED considera relevante para o retalho especializado seria autorizar o chamado “click and collect”, ou seja, permitir que o cidadão se desloque a um ponto de recolha em segurança, para levantar uma encomenda. “Seria uma forma simples e fácil de manter as empresas a funcionar sem perturbar a saúde e a segurança de todos”, diz.

A APED entende que “num período particularmente difícil para o país é fundamental que o ecossistema continue a funcionar”. “O sector do retalho tem demonstrando uma enorme capacidade de resiliência e inovação para fazer face às adversidades e para manter os mais de 130.000 postos de trabalho pelos quais é responsável, dando um contributo decisivo à indústria e para que toda a cadeia de valor esteja ativa”.

“A APED e os seus 167 associados estiveram desde sempre disponíveis para, não só continuar a servir os cidadãos com bens e serviços essenciais, mas também, para promover a saúde pública no combate à transmissão do vírus. Fomos, nessa medida, um aliado do Governo desde a primeira hora”, assegura, lembrando que os “espaços comerciais são lugares seguros, onde há confiança por parte dos colaboradores e consumidores e onde as pessoas não convivem, usam máscaras e têm um objetivo: ir às compras no menor tempo possível e em segurança”.

 

Fonte: LPM

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