segunda-feira, 11 janeiro 2021 13:19

A visão da APED sobre a PPUE: “A urgência e o imperativo da recuperação”

Ser reconhecido como o país cuja presidência iniciou a recuperação da Europa. É este o desígnio que o diretor-geral da APED, Gonçalo Lobo Xavier, encontra na Presidência Portuguesa da União Europeia (PPUE), neste primeiro semestre de 2021.

 

“1,8 mil milhões de euros. Este ó valor do pacote financeiro para recuperar a União Europeia e torná-la mais sustentável, mais digital e mais resiliente. O acordo para lançar os vários programas de recuperação associados a este orçamento de longo prazo da União foi alcançado no início de novembro e, embora ainda se aguarde o parecer favorável de três países, Portugal deverá ser o país que dará as primeiras orientações neste histórico acordo, pois exercerá a presidência da União no primeiro semestre de 2021.

Uma presidência portuguesa que há um ano se julgaria dominada por outros temas, foi “capturada” pela Covid-19. Num artigo conjunto publicado em junho deste ano pelo Trio de presidências da União Europeia – Alemanha, que a exerce atualmente, Portugal e Eslovénia, que sucederá ao nosso país no segundo semestre de 2021 – diz-se que “tempos extraordinários produzem escolhas extraordinárias” e foi isso que os 27 decidiram fazer quando, a 21 de julho deste ano, concordaram sobre o pacote de 1,8 mil milhões.

A segunda vaga da pandemia e a incerteza em relação ao efeito de novas medidas restritivas podem colocar novamente na agenda a questão sobre se estes milhões serão suficientes para uma recuperação que não se prevê uniforme em todo o continente. Mas, independentemente dessa situação, há uma certeza para a presidência portuguesa na União: a urgência e o imperativo dessa recuperação. Uma recuperação económica e social que torne a Europa num exemplo em termos de valores e princípios assentes numa tradição de economia de mercado e de justiça social que fez do continente uma referência global.

O compromisso alcançado nas instituições europeias aponta o caminho para a União pós-pandemia: a transição ecológica e a transformação digital. Mais de 50% do pacote de 1,8 mil milhões destina-se a apoiar a modernização através de políticas “que contemplem a investigação e inovação, uma transição digital e climática justa e a preparação, recuperação e resiliência”, lê-se num comunicado divulgado pela Comissão Europeia no dia 10 de novembro. Cerca de 30% do mesmo pacote financeiro destina-se à luta contra as alterações climáticas.

Estamos certos de que as 5,4 milhões de empresas que operam no setor do retalho na União Europeia serão das primeiras a contribuir, na prática, para a concretização dessa agenda. O histórico de grande parte delas em temas como a digitalização, a economia circular, o apoio à produção sustentável, o combate ao desperdício alimentar e a valorização das pessoas, quer sejam os consumidores ou os seus 19,3 milhões de trabalhadores em toda a União, são a melhor indicação de que estamos perante um setor empenhado no desenvolvimento económico e social da Europa.

Os associados da Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição (APED) não são uma exceção. As pessoas, a economia do futuro, a sustentabilidade e a competitividade e ética constam das orientações estratégicas da associação. Na carta de sustentabilidade da APED há quatro princípios fundamentais que respondem às orientações definidas pelas instâncias europeias para a recuperação. São elas: melhoria contínua do desempenho ambiental, oferta responsável e bem-estar social, cooperação na cadeia de fornecimento e colaboração com stakeholders. A APED e os seus associados querem, assim, reforçar os valores europeus.

Sabemos que 2021 continuará a ser um ano atípico e de incertezas, mas temos a confiança inabalável de que será o ano “um” da recuperação da União Europeia e dos seus valores.

Em 2007, data da última presidência portuguesa, ficámos na história pelo Tratado de Lisboa, que reformou o funcionamento da União. No próximo ano temos a oportunidade de sermos reconhecidos como o país cuja presidência iniciou a recuperação da Europa.”

 

Fonte: Store

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