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terça-feira, 16 fevereiro 2021 13:09

Saúde mental e ética vão influenciar insígnias alimentares

Preocupação com a saúde mental e procura por produtos alimentares com mais valores éticos e capazes de fortalecer laços sociais serão os grandes influenciadores das insígnias alimentares. A conclusão é do estudo “Global Food and Drink Trends”, da consultora internacional Mintel, que destaca que a Covid-19 acelerou “exponencialmente” as tendências de inovação que se previam para a próxima década.

A divulgação do “Global Food and Drink Trends”, da Mintel, decorre no âmbito do projeto PortugalFoods_Qualifica. O estudo sugere que a pandemia está a redefinir o comportamento humano, o que se reflete também nas escolhas alimentares dos consumidores. “Estas alterações são determinantes para o futuro do setor agroalimentar, com a indústria a ter de se alinhar e preparar para responder às tendências de inovação do setor, que giram em torno de três vetores fundamentais para os consumidores: bem-estar, valor e identidade”, lê-se.

Para 2021, são identificadas, pela Mintel, três grandes tendências:

Bem-estar | Alimentar a Mente – os consumidores irão procurar mais produtos e serviços que ofereçam benefícios concretos para os seus níveis de saúde e bem-estar mental, o que orientará a indústria para abordagens baseadas em psicologia e experiências – e sempre em sintonia com a tecnologia, que orienta e informa consumidores cada vez mais digitais.

Valor | Qualidade redefinida – os consumidores estão a procurar um regresso ao essencial, focando-se na redução do consumo e em encontrarem mais valor acrescentado nas suas compras. Poupança de tempo, segurança alimentar e conveniência nos produtos alimentares e na restauração serão cruciais. O foco dos consumidores em garantirem mais valor vai motivar as empresas a serem mais transparentes sobre a política de preços e a darem mais detalhes acerca dos ingredientes e processos.

Identidade | Unidos pela comida – os consumidores irão organizar-se em comunidades – tanto digitais como físicas – para socialização. O setor agroalimentar e a restauração podem tirar vantagem do facto de serem percecionados como indústrias que constroem laços e promovem entidades comuns, baseadas em sabores e gastronomia. Assim, as marcas vão ativamente construir redes online de consumidores e organizar encontros presenciais (à medida que as restrições forem sendo levantadas) – e que não tenham apenas como fim a degustação, mas possam inclusivamente promover causas.

Fonte: All Comunicação