A empresa decidiu ainda criar um grupo multidisciplinar de coordenação de recursos humanos, totalmente dedicado a gerir e acompanhar a situação. A equipa médica interna, que integra essa task-force, segue e aconselha todos os colaboradores que necessitem, e faz cerca de cinco mil testes por mês aos mesmos.
Entre as várias medidas implementadas, a insígnia destaca: a disponibilização, em janeiro deste ano, de máscaras FFP2/KN95 aos mais de 30 mil colaboradores, em virtude da fase mais aguda da pandemia; a colocação de acrílicos nos refeitórios de todos os locais de trabalho, a par da limitação do número de ocupantes; a disponibilização de carrinhos e cestos de compras desinfetados, após cada utilização; a desinfeção, várias vezes ao dia, das portas dos frigoríficos e das arcas, dos equipamentos de “tira senhas”, das máquinas de sumos de laranja e das caixas de pagamento; e a higienização dos terminais de pagamento e tapetes das caixas, em caso de contacto por parte dos clientes.
No que respeita à formação, esta teve de ser ajustada, passando a ser à distância devido aos novos hábitos de trabalho e a ter a ajuda das plataformas digitais – que foram utilizadas para comunicar com as equipas acerca da estratégia da empresa.
A diretora da Escola de Formação Jerónimo Martins, Margarida Pêgo, conta que o desafio mais evidente foi o formato. “Pela primeira vez, não era possível juntar os nossos colaboradores numa sala de formação. A superação deste desafio passou pela agilidade em transformar os programas tipicamente presenciais para o formato online/à distância”, afirma.
Um outro desafio foi “resistir à tentação” de pegar naquilo que se fazia presencialmente e repetir o modelo no digital. “Não só o ritmo é distinto, como a capacidade de atenção dos formandos é limitada, pelo que construímos formações de curta duração e ao longo do tempo”, acrescenta.
Esse suporte também se tornou mais desafiante para o formador, uma vez que é mais difícil perceber como é que a aprendizagem está a ser apreendida do outro lado do ecrã.
“Como acreditamos que se aprende mais a fazer, a formação onjob, na placa de vendas, continuou a ser o nosso formato preferencial de formação. E, por isso, em paralelo à digitalização das formações, reforçámos o número de formadores internos com responsabilidade de formar os colaboradores do parque de lojas sob a sua responsabilidade”, explica a responsável.
Em relação aos novos formatos de venda, o Chief Commercial Officer do Pingo Doce, Filipe Canas da Silva, fala em serviços e produtos. Quanto ao primeiro, destaca o reforço da parceria com o Mercadão, que se traduziu na cobertura nacional desta plataforma digital e no desenvolvimento do novo serviço de conveniência, “Click & Collect”, o qual dá a possibilidade ao cliente de fazer as compras online e levantá-las em loja, no dia e à hora que preferir. Também nas lojas físicas, lançaram o serviço de encomendas de frescos, que permite ao cliente ligar para a loja e encomendar carne e peixe fresco ao seu gosto, procedendo ao levantamento quatro horas mais tarde. Relativamente aos produtos, salienta o aumento da variedade de produtos vendidos online – comida fresca, papelaria, brinquedos e medicamentos não sujeitos a receita médica.
“Por último, e de uma forma global, destacamos ainda duas tendências. Sobre a primeira: em períodos de grande incerteza face ao futuro, como o que vivemos atualmente, o peso da marca própria tende a crescer, devido à grande confiança que os clientes têm na marca Pingo Doce e por reconhecerem a sua excelente relação qualidade/preço. Em relação à segunda tendência, esta prende-se com o fator preço, que continua a ser preponderante para o consumidor”, conclui Filipe Canas da Silva.
Fonte: Store