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segunda-feira, 31 maio 2021 13:54

Decathlon aposta em produtos com classificação ambiental

“Na Decathlon, não só projetamos produtos desportivos de qualidade, como as nossas equipas estão comprometidas em criá-los e produzi-los de forma o mais ecológica possível”, começa por dizer o líder de Desenvolvimento Sustentável da Decathlon Portugal, Leandro Sá. A abordagem de ecodesign da insígnia visa reduzir o impacto ambiental de um produto ao longo de todo o seu ciclo de vida, preservando as suas qualidades de utilização – isso é conseguido com a integração das questões ambientais ao processo de design.

“Tudo começa quando atribuímos uma classificação ambiental a alguns dos nossos produtos. Estas classificações ambientais permitem comparar o impacto ambiental deles, dos que estão dentro da mesma família – por exemplo, a família de t-shirts de manga curta. Uma classificação ambiental – de A a E – é exibida nos produtos avaliados”, explica o responsável, acrescentando que este sistema, usado anteriormente em eletrodomésticos, está a ser expandido para outros artigos, com base em cálculos dos engenheiros de produto, para permitir que se possa comparar o seu impacto ambiental. Esta classificação é calculada com base em todo o ciclo de vida do produto e está disponível em 61% dos artigos de têxtil e calçado da insígnia.

A Decathlon dispõe de mais de 400 itens que beneficiaram de uma abordagem de ecodesign, em que foram utilizados recursos renováveis e recicláveis, e processos de tingimento com menor poluição; e alguns deles foram reparados, aumentando assim o tempo de vida dos mesmos. Algodão orgânico – cultivado sem produtos químicos –, tingimento por solução ou poliéster reciclado são técnicas usadas na produção, de onde resultam materiais, como: t-shirts feitas de 74% de algodão, proveniente da agricultura biológica, e de 26% de poliéster reciclado; camisolas de 100% poliéster reciclado, produzido a partir de garrafas de plástico; ou camisas com 100% algodão, originário da agricultura biológica, e sem organismos geneticamente modificados; entre outros.

Leandro Sá refere que, para que um produto seja classificado como tendo por base o ecodesign, deve obedecer a pelo menos um critério. Isto significa que tem de ter menos 10% do impacto do que o produto anterior – antes da abordagem do design sustentável –, sem a deterioração significativa de outros indicadores ou beneficiar de uma abordagem de redução ambiental numa das seguintes áreas:  processos – livre de PFC, métodos de tingimento – ou material – algodão orgânico ou reciclado, plástico e borracha reciclada. “Na Decathlon, damos o exemplo de que, para contribuir na redução dos impactos ambientais da produção convencional de algodão, é utilizado o algodão da agricultura biológica e reciclado, assim como o poliéster, que é 100% reciclado. Todos esses produtos estão devidamente identificados, como podem ver nas lojas e no site”, assegura.

“E este processo, de utilizar materiais ecológicos, recicláveis, tem de se transformar num processo natural para todos os produtos e não apenas para uma percentagem”. Por isso, o objetivo é desenhar, até 2021, 100% dos novos produtos com base no ecodesign. A insígnia está comprometida em ir mais longe, sem descurar o feedback dos clientes, que tem sido “bastante positivo”, e com os quais tem uma causa em comum: reduzir o impacto da pegada ambiental.

Fonte: Store