segunda-feira, 07 junho 2021 13:13

Mercadona tem estratégia de ecodesign para reduzir o plástico

A Mercadona lançou, em setembro deste ano, ao nível ibérico, a “Estratégia 6.25”, que contempla seis ações, para atingir um objetivo triplo, até 2025: redução de 25% do plástico, todas as embalagens de plástico serem recicláveis, e reciclar todos os resíduos de plástico. Para a materialização da diminuição do plástico das embalagens, foi “fundamental” a colaboração com o ITENE – Instituto Tecnológico de Embalagem, Transporte e Logística, o qual realizou uma auditoria, ao longo dos últimos dois anos, em todas os invólucros que a empresa utiliza nos seus produtos de marca própria. Com esta auditoria, foi desenvolvido o “Guia de Reciclabilidade”, que permitirá levar a cabo os movimentos necessários, até 2025, para que as embalagens sejam recicláveis e utilizem menos 25% de plástico.

O diretor de Meio Ambiente da Mercadona, Plácido Albuquerque, explica que estas iniciativas fazem parte de um “projeto ambicioso”, cujos objetivos são repensar o papel do plástico nos processos da cadeia agroalimentar da insígnia e dos seus fornecedores, avançar em direção aos objetivos da economia circular, e incentivar o desenvolvimento de novos materiais de embalagens.

Em linha com a “Estratégia 6.25”, destaca algumas apostas, como a utilização de celulose de cana-de-açúcar, nas embalagens usadas na secção “Pronto a Comer”; e a disponibilização de sacos compostáveis de origem vegetal, sendo que os clientes também podem optar por realizar a compra, na secção “Fruta e Legumes”, com sacos reutilizáveis de malha. Além disso, são exemplos de produtos inovadores a lixívia em cápsulas, que permite uma redução de plástico utilizado nas embalagens e das emissões para a atmosfera, já que se fazem menos viagens para transportar a mesma quantidade de produto; e a linha de lar e limpeza doméstica Bosque Verde, produzida com o plástico recuperado das mantas agrícolas térmicas

“A Mercadona assinala um ano sem microesferas de plástico nos produtos de cuidado e higiene pessoal, uma das secções mais conhecidas e reconhecidas pelo consumidor. Além do esforço relacionado com o ecodesign, a empresa aposta numa cosmética também ela amiga do ambiente, recorrendo a alternativas naturais nas formulações de cremes e esfoliantes – sementes, sal marinho, sílica, etc.”, salienta Plácido Albuquerque.

Os desafios que o design sustentável traz são “enormes”, nomeadamente no que respeita à alteração nas exigências de produção. Contudo, abre a porta à inovação e à possibilidade de oferecer aos clientes “produtos de qualidade, mas que respeitam o meio ambiente e a utilização de recursos naturais”. Trata-se de “uma oportunidade” para a Mercadona e para os seus fornecedores e clientes, que, “num esforço conjunto, conseguem tornar a cadeia mais sustentável”.

Portugal recebeu, em outubro, a “Loja 6.25”, a primeira da Mercadona “que concretiza, em termos práticos, a estratégia de sustentabilidade e de economia circular”. Esta loja-piloto, localizada em Matosinhos e que oferece ao cliente uma “experiência inovadora e mais amiga do ambiente”, tem recebido “comentários muito positivos”. “Percebemos que os portugueses querem, agora e mais do que nunca, fazer parte deste movimento e dizer ‘sim’ a cuidar ainda mais do planeta”, conclui o responsável.

Fonte: Store

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