segunda-feira, 22 novembro 2021 16:23

El Corte Inglés: 20 anos de estratégia consolidada no País

O El Corte Inglés comemora esta terça-feira, 23 de novembro, 20 anos em Portugal, com o "conceito único" de grandes armazéns ou lojas de departamento. Já o espaço de Vila Nova de Gaia comemora três mãos cheias de anos, durante os quais desenvolveu uma relação de proximidade com fornecedores portugueses e esteve ao serviço da sociedade do Grande Porto. A cadeia espanhola destaca um crescimento “consistente” em terras lusas, com a estratégia a passar por continuar a fazê-lo nas lojas físicas e no online.

O espanhol El Corte Inglés (ECI) está no País há 20 anos e, desde então, tem vindo a afirmar-se e o negócio a crescer de forma “consistente e sólida”. São dois grandes armazéns em Lisboa e Gaia Porto; seis supermercados com a insígnia Supercor, localizados no Restelo (Lisboa), Expo (Lisboa), Beloura (Sintra), Fluvial (Porto), Coimbra e Braga; e um Centro de Oportunidades, na Amadora. Segundo a empresa, a intenção de expandir continua e, “mesmo com todas as dificuldades que este ano trouxe”, segue empenhada em avançar, logo que possível, com o projeto do Porto. Este está pensado para ser um espaço comercial, organizado por departamentos e em formato vertical, com grandes armazéns, hotelaria e outros serviços.

Como em quase todos os negócios, a Covid-19 obrigou a uma transformação. “No caso da nossa empresa em Portugal, e apesar das enormes dificuldades por que passámos, estamos convencidos de que conseguimos incorporar as alterações necessárias e que emergiremos mais fortes”, refere. No último ano, acelerou a transformação do modelo de negócio para um sistema mais alinhado com a digitalização, omnicanalidade, diversificação e sustentabilidade; “sem nunca perder o foco na qualidade, garantia e inovação dos produtos e serviços” que oferece, uma vez que são pilares que considera fundamentais na sua atividade.

No que refere ao segmento premium, o impacto da quebra de turistas no negócio foi “tremendo”. Apesar de – defende – não ser dependente do turismo, porque existe para servir a sociedade onde se encontra, não deixa de ter um formato comercial muito familiar aos turistas, sobretudo aos de cidade. Afinal, os grandes armazéns estão localizados nas zonas urbanas mais visitadas do país e estão vocacionados para os consumidores estrangeiros, mas o facto de o negócio não ser subordinado apenas a eles foi “essencial” para ultrapassar a crise. “Ainda assim, o turismo é, para nós, um importante segmento de mercado e neste momento já estamos a reativar as nossas campanhas de comunicação com os mercados mais tradicionais. Estamos convencidos que, se nós e a cidade conseguirmos apostar num turismo mais qualitativo e menos de quantidade, poderemos esperar boas notícias do futuro”, revela.

Amiga do ambiente

Continuar a ser a “única” insígnia com este formato e os clientes valorizarem as vantagens que exibe, designadamente o facto de ser possível encontrar tudo num “único lugar, com qualidade, serviço, sortido, garantia e atendimento personalizado”, foram os factos que diz ter ajudado a chegar ao cliente premium nacional durante a crise. “Essas qualidades mantiveram-se durante a pandemia, como se manteve a nossa estreita relação com o cliente. Além disso, temos criado novas soluções como o ‘ECI Plus’, que permite receber as entregas em casa durante um ano, e aumentámos a comunicação das soluções já existentes como a ‘Entrega no Dia’, serviço que permite ao cliente receber em duas horas ou quando quiser milhares de artigos da nossa oferta”, conta a empresa. Também dinamizou alguns serviços que já oferecia antes da Covid-19, como o “Click&Car” e o “Click&Collect”, para continuar a servir os clientes.

Neste âmbito, duas novidades já de 2021 foram as entregas de bicicleta elétrica e a parceria com a Uber Eats. A primeira medida insere-se num projeto-piloto alinhado com a estratégia de sustentabilidade da empresa e de mobilidade da Câmara Municipal de Lisboa, que está a ser testado na “Entrega no Dia” nas imediações dos grandes armazéns de Lisboa. O veículo, que conta com um atrelado de dois metros, transporta até 300 quilos de mercadoria e tem uma autonomia de 50 quilómetros – capacidade para efetuar cerca de 20 entregas por dia pelas ciclovias circundantes. “Rápida e amiga do ambiente, esta alternativa de transporte tem a vantagem de evitar obstáculos, como o trânsito, que tornam o processo de entrega mais demorado”. As caixas utilizadas nestas entregas são feitas de cartão 100% reciclado, proveniente de cartão que é recolhido nos ECI.

“Uma das máximas do ECI tem sido sempre, ao longo de toda a história, a inovação. Desenvolvemos constantemente novos conceitos e serviços. As entregas com bicicleta elétrica é um exemplo disso e está a ser um sucesso”, assegura a empresa, acrescentando que “os primeiros testes estão a superar as expectativas e a receção por parte dos clientes não podia ser melhor, já que conseguem ter em casa um produto que compraram no próprio dia sem qualquer emissão poluente para o planeta”.

Já a parceria firmada com o serviço de entregas Uber Eats, em maio, é complementar à loja online e à aplicação de supermercado. “Trata-se de uma parceria que nos permite oferecer aos nossos clientes os serviços de restauração e supermercado de forma cómoda e simples, já que passam a contar com um novo canal para entregas ao domicílio. As primeiras semanas de implementação do projeto correram bastante bem e com muita procura”, justifica.

 

Este artigo pode ser lido na íntegra na edição impressa da Store.

Fonte: Store

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