quinta-feira, 07 abril 2022 15:08

El Corte Inglés: Inclusão é compromisso com a sociedade

“A política de inclusão do El Corte Inglés assenta no compromisso que assumimos para com a sociedade e, por isso, fazemos questão de manter uma relação de proximidade com as pessoas e com a comunidade onde estamos inseridos”, afirma a diretora de Pessoas da insígnia, Susana Silva.

“Através de várias iniciativas reforçamos um trabalho conjunto, desenvolvido com entidades parceiras em prol da diversidade e da inclusão. Esta nossa forma de estar reflete-se diariamente no impacto positivo que temos na vida das pessoas que fazem parte dessa comunidade”, destaca. Recorda, a propósito, que foi com a atribuição do 1.º Selo Marca Entidade Empregadora Inclusiva que tornaram visível um trabalho de muitos anos, envolvendo a contratação de pessoas com deficiência e outras ações realizadas no âmbito da diversidade e inclusão. Esclarece que a política de inclusão da insígnia abrange toda a organização, frisando que só com o contributo de todas as equipas é possível integrar e acompanhar as pessoas que entram para o El Corte Inglés, tenham elas deficiência ou pertençam a grupos vulneráveis. A título de exemplo, adianta: “com imigrantes desenvolvemos um programa especial, PESCA, que visa capacitá-los para trabalharem na área de peixaria. Mais do que dar um emprego, procuramos ensinar uma profissão, numa área de grande empregabilidade”. Susana Silva salienta, ainda, que a inclusão está presente desde o início da empresa em Portugal. A contratação de pessoas com deficiência sempre foi uma fonte de recrutamento como as outras, sendo o foco da empresa nas capacidades de cada um e não nas suas incapacidades. “Passados 20 anos, podemos dizer que somos especialistas nestes temas, com um saber feito de experiência e com a ajuda de muitos parceiros do setor social. Hoje, além do foco na empregabilidade das pessoas com deficiência, desenvolvemos outras atividades, nomeadamente com idosos, como o Projeto Postal Amigo, com a Fundação LIGA (voluntários que se correspondem com idosos), e com jovens, as Experiências Socioprofissionais (aproximação à vida ativa), com a CERCI”, acrescenta.

Quanto ao Projecto 50+, Sandra Silva explica que o mesmo visa contribuir para a empregabilidade de pessoas com mais de 50 anos e que, por isso, terão mais dificuldade de reingresso no mercado de trabalho. “Trata-se de um programa de capacitação, realizado em parceria com a Redemprega de Lisboa, com a duração de dois meses, durante os quais essas pessoas passam por vários departamentos no supermercado. Pretende-se que ganhem novas competências profissionais numa área de maior empregabilidade”, sublinha. No que diz respeito às consequências decorrentes da pandemia, declara que veio pôr a descoberto novas situações ou acentuar outras que já existiam, nomeadamente, no âmbito da violência doméstica. “Nesta área, desenvolvemos um trabalho de parceria com a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) criando oportunidades de emprego para mulheres vítimas de violência doméstica, contribuindo assim para a sua autonomia”, refere. Por outro lado, prossegue, também foram criadas oportunidades no comércio online. “Neste âmbito, desenvolvemos o Projecto SIS@C (Sistemas de Informação, Suporte e Apoio ao Cliente), um programa de formação de três meses com o objetivo de capacitar pessoas com deficiência física para trabalharem na área de atendimento ao cliente à distância”, destaca. Sobre os objetivos a curto prazo da insígnia, Sandra Silva diz que passam por continuar a trabalhar de forma holística os temas da diversidade e inclusão. “Apesar de termos um percurso consistente e reconhecido neste âmbito, temos, muitas vezes, a sensação que podemos fazer ainda mais e melhor”, conclui.

 

Fonte: Store

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