segunda-feira, 11 abril 2022 14:24

FNAC compromete-se com a sociedade

A política de inclusão da FNAC consiste na integração de pessoas com algum tipo de incapacidade (física, motora ou mental) na nossa atividade diária, seja em escritório ou em funções loja, onde acabam por apoiar e ajudar em múltiplas tarefas, como o atendimento, a reposição e a organização, declara o diretor de Recursos Humanos da FNAC Portugal, Joaquim Almeida.

“Neste momento, a nossa política abrange 24 pessoas – o que corresponde a 1,3% do total da nossa comunidade –, as quais consideramos uma mais-valia por fazerem parte do nosso dia, quer pelas funções que desempenham, quer pela componente humana”, comenta. Salienta que tem sido fantástico assistir à cumplicidade que se cria entre os tutores e os novos colaboradores, sendo visível a felicidade estampada nos rostos por poderem ser úteis e assistir ao seu desenvolvimento quer a nível das capacidades sociais, quer das suas competências para o trabalho. A FNAC, prossegue, nunca fez qualquer tipo de discriminação na seleção, recrutamento e integração dos seus colaboradores, pelo que não discrimina sexo, religião, raça, orientação política ou idade, entre outros – e todos são incluídos nos processos de seleção, desde que se enquadrem no perfil desejado. “Com isto, temos contactado instituições públicas e privadas, localizadas nas áreas de influência das nossas lojas, de forma a realizar acordos, protocolos de inclusão ou contratos de trabalho com pessoas consideradas deficientes e que de alguma forma e infelizmente sejam ou tenham sido alvo de discriminação no mercado de trabalho. Julgamos que a sua integração neste mercado deve ser valorizada para ambas as partes e, no nosso caso, o resultado tem sido muito positivo e valorizado por todos os nossos colaboradores e clientes”, sublinha.

Neste âmbito, Joaquim Almeida adianta que o objetivo da FNAC é integrar, pelo menos, oito pessoas por ano e conseguir que estas pessoas tenham um peso no total dos colaboradores FNAC superior a 2%. “O que pretendemos é continuar a fazer a integração de pessoas com incapacidade, de uma forma controlada e garantindo o seu acompanhamento. Só assim podemos proporcionar a estas pessoas uma experiência positiva, permitindo-lhes uma vida profissional inclusiva e plena”, refere, realçando que a FNAC tem dado maior atenção à integração de pessoas com algum grau de incapacidade física ou mental, independentemente da idade. “É também por sermos solidários com estas situações que nos associámos ao projeto Café Joyeux – a primeira família de restaurantes-cafés solidários que proporcionam oportunidades de trabalho e formação a pessoas com trissomia 21 ou com perturbações do espectro do autismo, oportunidades de formação e emprego”, nota.

Este é um projeto que nasceu em França, em 2017. Hoje existem cinco Cafés Joyeux (Paris, Rennes e Bordéus), que empregam mais de 50 colaboradores, tendo como objetivo incentivá-los a ganhar confiança, experiência e a sentirem-se totalmente integrados no mundo laboral. Esta família chegou a Portugal, no dia 23 de novembro, na Calçada da Estrela, em Lisboa, através de um acordo entre a Associação VilacomVida e a Fundação Émeraude Solidaire. “Assim que tivemos conhecimento deste projeto, há uns meses, sentimos que era nosso dever ajudar a comunicá-lo a uma escala nacional de forma a tentar acelerar a sua expansão em Portugal, pelo que estamos a atuar através de uma angariação de fundos. Acreditamos no poder da inclusão para a promoção de uma sociedade melhor e sabemos que o nosso papel na promoção deste tipo de causas a nível nacional pode fazer toda a diferença”, remata.

 

Fonte: Store

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