segunda-feira, 18 abril 2022 14:38

Sonae MC: inovação e pessoas são fatores de sucesso

"Decidimos formalizar a estratégia de Diversidade e Inclusão em 2020 com o objetivo de aumentar a intencionalidade na ação, mas a verdade é que a D&I estava já presente na nossa forma de ser e de estar, nomeadamente no que se refere a Inovação e Pessoas no centro do nosso sucesso", afirma a Area Leader of Learning, Development and Inclusion na Sonae MC, Catarina Oliveira Fernandes.

A nossa estratégia de D&I desenrola-se em cinco dimensões de diversidade: Género, incapacidades, gerações, LGBTIQA+ e nacionalidades e etnias, sendo que as duas primeiras assumem carácter prioritário”, especifica, salientando que a diversidade de perfis, forma certa de estar, aporta valor para a empresa e para as comunidades onde a insígnia se insere. Neste contexto, e assumindo que a D&I é responsabilidade de todos, Catarina Oliveira Fernandes destaca que a estratégia abrange os mais de 34 mil colaboradores da Sonae MC, como concretização do princípio de promoção da singularidade. “Queremos promover as circunstâncias para que cada pessoa se sinta confortável em ser quem é no seu local de trabalho e se sinta valorizada pelas suas competências. Quando pensamos especificamente em recrutamento de pessoas com incapacidade, a nossa abordagem é inclusiva, ou seja, visa abrir, cada vez mais, a organização a pessoas com incapacidade ou deficiência, adaptando, se for necessário, o local de trabalho, pelo que temos pessoas integradas em toda a organização – estruturas, lojas e entrepostos. Acreditamos que só assim estamos a promover uma verdadeira inclusão”, sublinha. A responsável reconhece estarem conscientes dos muitos benefícios que a inclusão traz para a empresa – nomeadamente atração e retenção de talento, bem como mais inovação e melhor performance –, mas realça que para a Sonae MC, muito mais do que isso, é uma forma de estar. “Apostámos em ações de desenvolvimento, por exemplo com a participação em projetos de mentoria internacional ou no PROMOVA, um programa inovador em Portugal, que pretende criar condições para o acelerar da carreira das mulheres. Desenvolvemos campanhas de visibilidade protagonizadas por embaixadoras internas, como a #ÉDEMULHER, e também de proteção e promoção da autodeterminação, como o projeto contra a violência doméstica, uma proposta de valor holística para apoio às nossas pessoas que estejam numa situação de vulnerabilidade”, adianta.

Questionada sobre se a pandemia veio pôr a descoberto novas áreas/situações, Catarina Oliveira Fernandes declara: “de acordo com o World Economic Forum, o mundo está mais distante da igualdade de género, pois o indicador piorou face a 2020. Demoraremos 136 anos a conseguir paridade”. Prossegue, referindo que alturas de crise prejudicam de forma mais severa pessoas em situação de vulnerabilidade social ou com deficiência, o que é reforçado pelos Censos 2021, que demonstraram que o risco de pobreza e exclusão afeta sobretudo pessoas com deficiências graves. “Estes são dados que ninguém ignora e que nos devem motivar a ser mais rápidos com o desenho de respostas concretas”, assegura.

Sobre os objetivos a curto prazo da Sonae MC neste âmbito, adianta que são muito claros: na dimensão do género, pretendem atingir os 40% de mulheres na liderança em 2023, propondo-se continuar a acelerar o recrutamento de pessoas com incapacidade em toda a organização. “Queremos também desenvolver ações e projetos concretos que enderecem as outras dimensões da nossa estratégia, nomeadamente LGBTQIA+ e nacionalidades e etnias, uma dimensão que é para nós muito especial, uma vez que já temos integradas mais de 40 nacionalidades e este é um fator muito importante quando estamos a promover a singularidade”, conclui.

 

Fonte: Store Magazine

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