Imprimir esta página
segunda-feira, 20 junho 2022 14:13

Inflação leva portugueses a mudar hábitos de consumo

A rápida subida da inflação e consequente incerteza financeira estão a preocupar os consumidores portugueses e a determinar mudanças nos hábitos de consumo, que já haviam sofrido profundas alterações com a pandemia da Covid-19. Esta é uma das principais conclusões do EY Future Consumer Index, realizado pela terceira vez em Portugal, que mostra que mais de metade dos consumidores acredita mesmo que 2022 será um ano pior do que 2021.

Face a esta perspetiva, 47% dos consumidores mostram-se preocupados com a sua situação financeira, enquanto metade (49%) admite que irá poupar mais, de acordo com a terceira edição portuguesa deste estudo, baseado num inquérito de abrangência nacional a 488 consumidores, com mais de 18 anos, realizado em março, mês em que a taxa de inflação em Portugal aumentou para 5,3%, tendo em abril sido atingido os 7,2%, o nível mais alto dos últimos 28 anos.

A determinar esta aceleração de preços estiveram sobretudo os bens energéticos e alimentares não transformados, precisamente as duas classes de produtos onde os portugueses acusam os maiores aumentos: 96% dos inquiridos notaram subidas no preço dos combustíveis nos quatro meses anteriores, enquanto 85% apontaram para o aumento do custo dos alimentos frescos. É, porém, na classe de roupa, calçado e acessórios que mais consumidores (36%) admitem cortar nas despesas como consequência do crescimento dos preços, seguida dos combustíveis (30%) e beleza e cosméticos (26%).

A mais recente edição portuguesa do Índice do Futuro Consumidor da EY revela que, nas circunstâncias atuais, os consumidores se tornaram mais sensíveis ao preço, fator que é hoje o principal critério de compra para 55% dos inquiridos. As marcas próprias são, assim, alternativas cada vez mais atrativas, sendo a escolha de seis em cada 10 inquiridos nos produtos para cuidar da casa, e de cerca de metade nos alimentos frescos (54%) e nos produtos para cuidados pessoais (47%).

Fonte: All Comunicação