quarta-feira, 23 novembro 2022 15:47

Espanha contraria tendência de queda do e-commerce

No terceiro trimestre do ano, as vendas de e-commerce reduziram 2% face a igual período do ano passado, revela o Q3 Shopping Index 2022, da Salesforce. O número de consumidores online (-4%) e os volumes de encomendas (-5%) acompanham o decréscimo, apenas contrariado pela Europa de Leste (+6%) e por Espanha (+2%).

Segundo a empresa, a subida do custo de vida, a instabilidade política e os constrangimentos relacionados com a cadeia de abastecimento, continuam a pesar no atual panorama de retalho a nível global. Perante a conjuntura, as vendas online no terceiro trimestre na Europa desceram 9% face a igual período em 2021, com o volume de encomendas a descer 1%.

Sobre a época de Natal, a expectativa é que não haja crescimento das vendas online comparando com o ano passado. Ainda assim, os gastos feitos online são em categorias específicas, como moda, sobretudo calçado (+18%) e malas de senhora e viagem (+17%). Já as categorias de brinquedos e ensino (-22%) e casa (-19%) mantiveram a tendência decrescente.

Foi nos países nórdicos que se sentiu a maior queda de vendas online no terceiro trimestre (21%), com o volume de encomendas a descer 12% e o tráfego online a baixar 8% face a 2021. Trata-se de uma descida após a explosão de crescimento do e-commerce na região nos últimos dois anos. No Reino Unido pesou ainda o ambiente económico e político, com as vendas online a descer 13% face a 2021 e o volume de encomendas a baixar 8% e o tráfego online a manter-se inalterado.

O e-commerce no Leste Europeu cresceu, por sua vez, 6% no trimestre e o volume de encomendas aumentou 17%, mesmo com o registo de uma queda de 2% no tráfego. O crescimento poderá ser explicado pela taxa de aumento dos ordenados que se tem vindo a observar nos últimos trimestres na região.

Também Espanha continua a desafiar a tendência geral que se tem vindo a observar na Europa nos últimos trimestres. O país vizinho registou um crescimento na ordem dos 2% e um volume de encomendas a subir 17%. O tráfego online geral cresceu 10%, incentivado por um aumento de 11% nas visitas via desktop e 10% via mobile.

Sobre a Black Friday, a empresa adianta que o tráfego digital está 1% acima do mesmo período do ano passado, com os consumidores a anteciparem as compras de Natal. Mesmo com os descontos da época, os preços estão uma média de 8% acima de 2020. As próprias percentagens de desconto têm vindo a cair 6% a nível global, após o Prime Day de 2022. 

Durante a Cyber Week 2022, é esperado que as taxas de desconto atinjam, a nível global, os 25%, o que representa uma subida de 12% face a 2021. Os maiores aumentos verificam-se em três categorias: carteiras de luxo (três vezes mais), vestuário geral (duas vezes mais) e produtos para pele e maquilhagem (duas vezes mais). As previsões apontam ainda de que o melhor momento para a compra de brinquedos e eletrónica será durante a Cyber Monday.

Fonte: Corpcom

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