terça-feira, 08 setembro 2015 18:07

Dados, tecnologia e experiência do cliente são as novas tendências do retalho

Dados, tecnologia e experiência do cliente são as novas tendências do retalhoO modelo de negócio no retalho está a mudar e os dados, tecnologia e experiência do consumidor são agora os três elementos centrais da estratégia de negócio. Conclusões de Ian McGarrigle, fundador e chairman do World Retail Congress, que reflete sobre os temas da edição de 2015 do congresso, focada na inovação e nova geração de retalhistas.


Store Magazine | A tecnologia e a nova geração de retalhistas estão entre os temas centrais do World Retail Congress deste ano. Porque optaram por essa abordagem?
Ian McGarrigle | Nós colocámos a transformação do retalho no coração do Congresso deste ano, porque entre todos os retalhistas há uma forte crença de que o atual modelo de negócio está a mudar como resultado das inovações tecnológicas e respetiva aceitação por parte dos consumidores. Todos os anos discutimos com os retalhistas de todo o mundo sobre os tópicos e temas que querem ver no programa e ficou claro que eles sentiram que as empresas que eles queriam ouvir eram as novas startups ou nova geração de retalhistas, que estão realmente a liderar a mudança. Os retalhistas séniores querem aprender com outros profissionais de negócios dirigidos ao consumidor.


Store Magazine | Quais as principais tendências do setor, por exemplo, a nível europeu?
IM | As principais tendências do retalho e em particular na Europa, são a passagem para o e-commerce que está a tomar uma dimensão cada vez maior do mercado. Isso exige uma abordagem totalmente nova ao canal e à forma como ele é integrado nas operações de retalho. Os retalhistas também estão preocupados sobre como o portefólio de loja pode ser operado daqui para frente. Eles precisarão de menos lojas, mas podem continuar a ser rentáveis numa época de "click and collect". E como podem tornar-se mais do que um showroom que inclui o online? Outra questão importante para muitos retalhistas está em compreender o talento que estes precisam no negócio para estarem aptos para o futuro. A maior parte das Direções estão concentradas nas antigas áreas de lojas, operações e compra quando as novas competências exigidas giram em torno de dados, tecnologia e experiência do cliente.


Store Magazine | Considera que os retalhistas ainda estão aquém das expetativas no âmbito da inovação? Porquê?
IM | Abraçar a mudança e a inovação é sempre difícil para as empresas quando estas sempre estiveram focadas num único caminho. Mas eu diria que alguns dos maiores retalhistas começam já a colocar a inovação no centro dos seus negócios, a investir em novas tecnologias e a assumir riscos como nunca fizeram anteriormente.


Store Magazine | Em que consiste o Innovation Hub? Qual o objetivo?
IM | O Innovation Hub é uma resposta direta às solicitações dos retalhistas para o Congresso, que tem como objetivo mostrar-lhes ideias às quais não teriam acesso em outro lugar. Temos, portanto, uma parceria com a Springwise, um serviço de informação especializada que procura novas startups. Teremos sete grandes novas empresas em exposição e, seguidamente, vamos lançar as ideias para o Congresso e para um painel de jurados. Acreditamos que o Innovation Hub dará alguns insights aos presentes.


Store Magazine | Esse hub vai ter uma plataforma própria depois do Congresso?
IM | Acreditamos que o hub poderia crescer para se tornar uma parte importante de Congressos futuros, mas vamos olhar para outras formas de partilhar ideias com os nossos retalhistas e as novas ideias obtidas no Congresso durante este ano.


Store Magazine | E quanto à estratégia centrada no cliente? As redes sociais e o online são relevantes para a evolução do setor do retalho?
IM | As redes sociais são um canal cada vez mais importante para os retalhistas, tanto para promover o diálogo com os consumidores, como para monitorizar a perceção da marca ou o que as pessoas dizem. As campanhas e emoções do consumidor podem alterar-se rapidamente e de forma alarmante, e os retalhistas devem estar atentos.


Store Magazine | Há critérios na seleção de oradores?
IM | Sim é uma parte vital para fazer do World Retail Congress um sucesso: combinar os temas certos, com os melhores oradores possíveis. Eles devem ser ou retalhistas que podem falar sobre casos reais de negócios ou grandes oradores que mesmo não sendo da indústria podem inspirar e informar o público.


Store Magazine | Que resultados esperam obter com esta edição do World Retail Congress?
IM | Esperamos que o conteúdo realmente influencie a indústria a debater sobre os temas mais importantes que afetam os retalhistas. A força do Congresso também está na forma como une os presentes e permite que as pessoas façam novos contatos que possam ajudá-los a evoluir.


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