quinta-feira, 01 junho 2017 16:00

Alimentaria & Horexpo: Novos eixos de atuação estão em linha com desafios das empresas

Este ano, a Alimentaria & Horexpo Lisboa apresenta-se com três novos eixos de atuação, que, diz, em entrevista, a diretora de Feiras da FIL, Fátima Vila Maior, vão ao encontro dos principais desafios que as empresas enfrentam, permitindo atrair novos segmentos de marcas. A partir de segunda-feira há 600 empresas e mais de duas mil marcas em exposição, sendo esperados mais de 25 mil compradores.

 

Store | A Alimentaria apresenta-se este ano com um novo posicionamento. O que justificou a mudança?

Fátima Vila Maior | Esta mudança visou reinventar a Alimentaria & Horexpo Lisboa, que é a principal referência nacional no setor agroalimentar e que é um evento que, por outro lado, já se consolidou enquanto importante feira generalista do setor da alimentação no ranking europeu e como plataforma de acesso a um mundo de oportunidades de mais 250 milhões de consumidores de expressão portuguesa.

Store | Foram identificados quatro eixos. O que presidiu a essa escolha?

FVM | O novo posicionamento é focado nos eixos Inovação, Saúde, Bem-estar e Valorização da Produção Nacional, o que nos levou, pela primeira vez, a contar com apoio de três ministérios: o Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, o da Saúde e o da Economia.

São vertentes que acreditamos estar em linha com os desafios atuais das empresas da alimentação, da restauração e da hotelaria. A feira é um ponto de encontro obrigatório para todos aqueles que querem estar na vanguarda das tendências da alimentação, das oportunidades de negócio e colaboração, na criação de redes de networking com os melhores profissionais, decisores e influenciadores da área.

Store | De que modo é que esses eixos vão ao encontro das tendências atuais da indústria, do retalho e do consumo?

FVM | Os eixos em destaque acompanham as políticas públicas para fomentar estilos de vida saudáveis; atuam na promoção da economia das regiões e no desenvolvimento agrícola, sendo o palco ideal para fomentar os contactos de negócios a nível internacional e posicionar Portugal, as suas marcas e os seus produtos; contribuem para o debate em torno da Saúde, da Educação e da Indústria no contexto das escolhas saudáveis e da alimentação do futuro; estimulam a indústria para responder aos novos desafios através da Inovação, da Investigação e do Desenvolvimento Tecnológico.

Por outro lado, acreditamos que os novos eixos de atuação vão permitir atrair empresas nos segmentos dos produtos orgânicos e funcionais, produtos bio, orgânicos ou vegan, ou segmentos de produto de grandes marcas que procuram posicionamento numa nova distribuição.

Store | Que objetivos estão subjacentes à escolha da inovação como conceito?

FVM | Uma das prioridades do nosso país é a de promover a Inovação na Economia. Em Portugal apenas 3,6% das exportações se referem a produtos de alta tecnologia, enquanto que a média europeia é de 15,6%. Portanto, Portugal representa uma orientação exportadora com uma margem de crescimento enorme. A Alimentaria&Horexpo Lisboa é o local ideal para promover a captação de investimento direto estrangeiro, nomeadamente em atividades de inovação que capacitem as empresas nacionais para integrarem as denominadas Global Value Chains, adequando o perfil de especialização à procura interna, daí a inovação ser uma das grandes apostas.

Store | E da saúde e bem-estar?

FVM | Este eixo pretende demonstrar que a Alimentaria&Horexpo Lisboa está alinhada com as políticas públicas no sentido de existir uma promoção de estilos de vida saudáveis. É uma área cada vez mais valorizada pelos consumidores, pelo que as empresas devem estar atentas à mesma e adaptar as suas estratégias.

Store | No que toca à valorização da produção nacional, qual a abordagem?

FVM | O objetivo relativamente a este eixo passa por dar palco às regiões de Portugal e aos seus produtos. Estamos certos de que a Alimentaria&Horexpo Lisboa é o palco ideal para mostrar o que de melhor se faz em Portugal, alinhando a oferta às reais necessidades de um mercado global. Importa posicionar Portugal, as suas marcas e os seus produtos.

A área agrícola e a indústria alimentar têm dado bons exemplos de sucesso, o que tem contribuído para o desenvolvimento do tecido empresarial em Portugal. Num momento em que o setor agroindustrial em Portugal está a ter um bom desempenho, a aptidão que o mesmo apresenta para atrair e captar investimento externo nunca foi tão vincada. A Alimentaria & Horexpo Lisboa visa contribuir para esta dinâmica, trazendo investidores estrangeiros para conhecerem as empresas nacionais, a capacidade produtiva do país e a qualidade da produção nacional. Por outro lado, é o local ideal para promover o estabelecimento de parcerias que reforcem o crescimento e competitividade económica do país, criando sinergias entre setores ligados à agricultura, como o ambiente, turismo, emprego ou qualificação profissional.

Store | Que contributo pode uma feira como a Alimentaria dar para uma supply chain mais colaborativa?

FVM | No fundo, a Alimentaria & Horexpo Lisboa pretende criar condições para que os empresários possam trabalhar nas melhores circunstâncias. As grandes empresas têm os seus próprios canais, mas para as pequenas e médias empresas é muito importante o trabalho feito por entidades como o IAPMEI ou a AICEP. Todos juntos abrimos caminhos.

Store | Quais são, na sua ótica, desafios que se colocam aos diferentes players a que se destina a Alimentaria?

FVM | No fundo este reposicionamento da feira abrange todos de forma a que se possa chegar mais perto do consumidor, que é quem determina as estratégias das empresas. O principal desafio que se coloca às empresas é o de saber dar resposta às novas necessidades do cidadão e, para tal, terão de ajustar a sua oferta. As empresas têm de olhar para as necessidades do consumidor, caso contrário não há mercado. Não estamos sós neste desafio e por isso a Alimentaria&Horexpo Lisboa conta com um conjunto de parceiros, como a AHRESP, a FIPA, a Portugal Foods.

Store | No caso concreto do retalho e distribuição, qual a mais-valia de um certame como este?

FVM | Durante os dias 4, 5 e 6 de junho a Alimentaria & Horexpo Lisboa transforma-se na maior plataforma de contactos em Portugal. Desde logo, oferece aos profissionais a oportunidade de conhecer em profundidade o mercado português e os seus produtos, assim como aceder a uma ampla oferta de empresas e produtos internacionais, que aproveitam esta oportunidade para apresentarem as suas novidades no mercado português. O visitante profissional terá a possibilidade de conhecer e contactar com os intervenientes de três sectores diferentes: Alimentaria Lisboa, Horexpo e Tecnoalimentaria, os três salões que compõem a Alimentaria & Horexpo Lisboa.

Store | De que modo a Alimentaria contribui para estimular o tecido empresarial nacional?

FVM | De várias formas, desde logo através de um conjunto significativo de atividades: conferências, workshops, demonstrações, encontros empresariais, entre muitas outras iniciativas. Por exemplo, estamos a promover o programa Hosted Buyers, que se dirige exclusivamente a compradores estratégicos internacionais, importadores e distribuidores de grandes superfícies/supermercados, lojas de delicatessen e cadeias de hotelaria e restauração. O objetivo é assegurar a presença de profissionais de topo dos setores presentes na feira, assegurando-lhes condições especiais e incentivando a negociação com as empresas expositoras.

Store | Qual a expectativa para a edição deste ano, em termos de adesão e de negócios?

FVM | São esperadas mais de 600 empresas, mais de 2.000 marcas em exposição e mais de 25.000 compradores dispostos a desenvolver e a gerar negócios neste evento, que se tem distinguido por atrair compradores de todo o mundo.

fs@storemagazine.net

 

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