segunda-feira, 12 agosto 2019 16:40

O que espera a Sonae da formação superior? Mais especialização para o retalho

Um “caminho a percorrer” no que diz respeito à formação mais técnica essencial para o desenvolvimento de profissionais de excelência na área do retalho. É esta a visão da Sonae sobre a oferta do ensino superior direcionada para o setor, sendo que, com o objetivo de colmatar essas lacunas, a empresa procura manter uma relação próxima com a Academia.

 

Para a principal insígnia de retalho da Sonae, o Continente, as universidades e os politécnicos nacionais têm um plano de estudos “abrangente” que permite formar profissionais com background em áreas transversais de gestão, economia e engenharia fundamentais para a definição e acompanhamento estratégico do negócio. A par das competências técnicas específicas, é fundamental que estimulem o desenvolvimento de soft skills, que vão “permitir uma integração mais imediata no mercado de trabalho”. “É o desenvolvimento destas duas componentes que resulta num profissional completo e pronto para responder aos desafios constantes do mundo profissional”.

Já especificamente para as operações de retalho, o retalhista entende ser necessário “desenvolver profissionais com competências técnicas muito específicas, como, por exemplo o talho, a padaria, a logística, optometristas ou audiologistas que, atualmente, pela escassez do mercado, exigem grande investimento interno, com a criação de escolas técnicas in-house que respondam às necessidades”.

Sendo o retalho uma área com grande diversidade de funções e necessidade de adaptação, a “agilidade profissional é fundamental”. As universidades devem, como tal, “conseguir dotar os estudantes de ferramentas que permitam responder a esta constante mutação e adquirir a agilidade necessária à diversidade de problemas que vão encontrar ao longo do seu percurso profissional”, diz fonte oficial do Continente.

A nível de licenciaturas e mestrados, a empresa do grupo Sonae considera que, em cursos como o de gestão de operações, seria “interessante complementar com o desenvolvimento de competências técnicas específicas que permitam aos alunos terem uma visão mais abrangente do mundo do retalho.”

Um papel que o Continente cumpre ao “manter uma relação próxima com as universidades e politécnicos portugueses”. É um “eixo prioritário”, que observa através de programas de estágios específicos, desafios, eventos, parcerias com associações de estudantes ou visitas às instalações.

Exemplo disso é o protocolo que a Sonae MC firmou, em janeiro, com o Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP), para criar uma plataforma de diálogo permanente e desenvolver cursos técnicos de curta duração. O objetivo é promover o ingresso no ensino superior e dar resposta às necessidades de recrutamento, a partir de uma oferta formativa mais alinhada com as atuais exigências das marcas que representa. A parceria visa também descentralizar a oferta curricular, tendo em conta as necessidades de profissionais qualificados em determinadas regiões do país. A Sonae MC pretende ainda dar resposta às suas necessidades de recrutamento apostando na reconversão de carreiras dos seus colaboradores.

“Gostamos de ser desafiados pelas universidades, mas também gostamos de desafiar e para isso temos programas de estágios que permitem que os estudantes venham adquirir conhecimentos através da resolução de diferentes desafios”, adianta fonte oficial.

“Os estudantes que participam nos nossos programas de estágios estão inseridos em equipas multidisciplinares, com desafios reais e conseguem facilmente transpor os seus conhecimentos académicos para um contexto real de trabalho. Os nossos programas de estágios estão desenhados para que seja possível os alunos terem contacto com a Sonae MC em diferentes momentos do ciclo académico (recebemos alunos desde o primeiro ano da licenciatura até à fase de conclusão da dissertação de mestrado). Estabelecer uma ligação próxima com a academia permite-nos não só dar a conhecer a Sonae MC, mas também conhecer e acompanhar desde muito cedo os futuros líderes do retalho em Portugal”.

O contributo da Sonae MC estende-se a os seus quadros, muitos dos quais têm sido docentes nas universidades nacionais. “Valorizamos a proximidade com o mundo académico, e nada melhor do que termos presentes os nossos colaboradores, que também já foram alunos, nos mais variados projetos”, nota a empresa.

“Estar nas universidades permite-nos partilhar o conhecimento e a experiência profissional, acompanhar a evolução do mundo académico e ainda conhecer de forma mais profunda as motivações dos jovens estudantes de hoje, que serão parte integrante da Sonae MC amanhã”, comenta a mesma fonte. Conclui: “A aproximação entre as universidades, fortes na componente teórica e de investigação, e as necessidades reais do mundo do retalho é o ingrediente essencial para uma evolução, crescimento e inovação fundamental para o desenvolvimento de todos”.

Fonte: Store

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