sexta-feira, 05 junho 2020 15:33

APED discorda de adiamento da reabertura de centros comerciais em Lisboa

A Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) discorda da reabertura dos centros comerciais e outros espaços em Lisboa só a 15 de junho, considerando que esta decisão vem agravar a situação financeira do setor.

 

Em comunicado, a associação reitera que, embora esta medida tenha sido apresentada pelo governo no quadro da mitigação da pandemia na zona da Grande Lisboa, a reabertura das lojas localizadas em grandes espaços e centros comerciais oferece “uma proteção acrescida aos consumidores”, que terão, assim, um duplo filtro de segurança, seja no controlo à entrada destes espaços, seja na entrada das lojas propriamente ditas.

Chama ainda a atenção para o facto de, desde o início do plano de desconfinamento, a 4 de maio, os centros e comerciais e as lojas de retalho especializado se terem vindo a preparar para a reabertura. E, neste quadro, entende que “abrir uma exceção para a região de Lisboa – e num momento em que outras áreas estão autorizadas a iniciar as suas atividades na mesma região – agrava a situação económica de um setor que, só no retalho especializado, representa 40.000 postos de trabalho diretos em todo o país”. “Esta incerteza está a prejudicar gravemente as empresas e os trabalhadores em áreas que em nada têm contribuído para a contaminação da população”, sublinha.

“As lojas de retalho especializado localizadas em centros comercias não podem ser discriminados pela sua localização e desde há muito estão preparadas para a reabertura. Este adiamento trará, sobretudo, consequências para a situação financeira destes espaços e impacto na economia e na sociedade, em que cada dia que passa é dramático para a sustentabilidade das empresas e dos empregos associados”, frisa o diretor-geral da associação, Gonçalo Lobo Xavier.

A APED recorda, a propósito, o exemplo dos espaços de retalho alimentar, nomeadamente super e hipermercados localizados em centros comerciais, que “aplicaram, de forma eficiente e proactivamente”, um conjunto de medidas que permitiu que se mantivessem abertos, em estreito cumprimento das indicações da Direção-Geral de Saúde.

Fonte: LPM

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