“Estamos envolvidos ativamente na redução do desperdício na cadeia de abastecimento e encaramos o princípio da Responsabilidade Alargada do Produtor como uma ferramenta válida para comprometer toda a cadeia na recolha, separação e reciclagem dos resíduos. Não o consideramos uma panaceia para colmatar as falhas sistemáticas que levam à produção de lixo. É por isso que acreditamos que aquele princípio já está suficientemente coberto na diretiva-quadro sobre os desperdícios e na diretiva sobre embalagens e resíduos de embalagens, pelo que não devia estar agora incluída na regulação sobre os plásticos”, sustentou.
O EuroCommerce – acrescentou – receia igualmente que uma diretiva muito ambiciosa sobre um sistema separado de recolha de garrafas venha a minar, sem intenção, um sistema que já funciona bem, tornando-o impossível para as pequenas e médias empresas.
O diretor-geral da organização adiantou que o setor tem respondido à crescente sensibilização da sociedade para o impacto ambiental do que compra e do que deita para o lixo. E, de acordo com o programa de ação para o ambiente, os retalhistas e grossistas têm assumido uma série de compromissos, como reduzir o uso de plástico em 20% até 2025, alcançar os 100% de produtos recicláveis na mesma data ou até deixar de vender produtos de plástico de uso único.
Fonte: EuroCommerce