segunda, 10 dezembro 2018 12:55

São precisas agilidade e inovação no retalho, defende Sonae em Bruxelas

A Sonae defendeu, na conferência “Celebrating Retail & Wholesale”, em Bruxelas, que são precisas agilidade e inovação no retalho, sendo, para isso, precisos melhores apoios e proporcionalidade na regulamentação. O seminário foi organizado pela EuroCommerce, a associação europeia de retalhistas.

A Sonae foi convidada a apresentar a sua visão sobre o futuro do setor do retalho e as tendências no consumo e no comportamento dos consumidores. A diretora de Public Affairs da Sonae, Leonor Sottomayor, afirmou, na conferência, que os consumidores europeus querem, cada vez mais, uma verdadeira experiência omnicanal, que congregue lojas físicas e online, de forma a obterem o maior conforto e comodidade nas suas compras.

“Na Sonae, os clientes estão no centro de tudo o que fazemos, pelo que trabalhamos todos os dias no sentido de lhes oferecer a melhor experiência de compra, de forma a garantirmos a sua confiança e a conseguirmos contribuir para o desenvolvimento sustentável do setor”, garante.

Para que os retalhistas se mantenham ágeis e se continuem a adaptar às tendências do consumo, a Sonae refere que é importante que exista uma política de suporte ao investimento em inovação. Adicionalmente, é necessário assegurar a proporcionalidade dos custos regulatórios.

Os retalhistas europeus enfrentam elevados níveis de burocracia e reportes obrigatórios, que têm um impacto negativo no desempenho da atividade. Mais, como a regulação do setor cabe principalmente a cada Estado-Membro, existe hoje um excessivo número de taxas criadas a nível nacional que dificultam o funcionamento do mercado único.

De acordo com a empresa, a Comissão Europeia tem um papel importante no futuro do retalho, uma vez que pode e deve ser facilitadora da inovação e promotora de uma maior proporcionalidade na regulamentação.

“A União Europeia pode ajudar a promover um ambiente que melhore a experiência do cliente, criando mecanismos para um maior apoio à inovação no retalho, promovendo uma maior proporcionalidade na regulamentação que prejudica o mercado único, e implementando ações para lidar com a escassez e a desadequação de competências”, diz Leonor Sottomayor.

Fonte: BA&N

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