quinta-feira, 16 janeiro 2020 13:32

Investimento em Smart Cities vai aumentar 14%

As cidades mais inteligentes podem ter um retorno do investimento 53,7 mil milhões de euros, “à escala global”, de acordo com os resultados de um estudo sobre o impacto de mudanças tecnológicas, económicas e demográficas, em indústrias, cidades e empresas, apresentado pela Deloitte. Realizado em 100 cidades, a nível mundial, revela ainda que a aposta em Smart Cities irá aumentar 14%, em 2020.

 

O investimento em tecnologia smart e em inovação permite um retorno de investimento na ordem dos 5%, além de poder “originar uma redução de emissões de carbono nas cidades (onde têm origem 60% do total das emissões à escala global) na ordem dos 90%”, avança a Deloitte.

Através do benchmarking de 100 cidades e de dados e insights de líderes urbanos de Smart Cities de quatro grandes pilares de transformação – tecnologia, dados, cibersegurança e cidadãos conectados –, o estudo concluiu que existem “avultados benefícios económicos, comerciais e sociais, se as cidades se tornarem melhor conectadas e inteligentes”, com impacto em diversas áreas, como a mobilidade, a saúde, segurança pública, governo, empresas.

Aos benefícios associados ao retorno financeiro somam-se ainda os sociais e ambientais, que contribuem para a melhoria da qualidade de vida.

Partindo de casos nacionais, o líder global de Smart Cities na Deloitte, Miguel Eiras Antunes, destaca: “Portugal tem todas as condições para ser pioneiro a nível global na área das Smart Cities. O caso de sucesso de Cascais, mas também toda a transformação no setor da mobilidade em Lisboa e o investimento na transição digital do País criam todas as condições para desenvolver produtos tecnológicos internacionalizáveis capazes de serem exemplos a nível global”.

Acrescenta ainda que “ser uma smart city é muito mais do que um ‘have to do’, em termos de tendência: o impacto é gigante na vida das pessoas”.

Os dados deste estudo foram apresentados por Miguel Eiras Antunes, em conjunto com o CEO do centro de investigação norte-americano ESI ThoughtLab, Lou Celi, no mais recente Smart City Expo World Congress (SCEWC), que decorreu em Barcelona.

Fonte: Deloitte

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