terça-feira, 03 outubro 2023 10:51

E-commerce continua a crescer na Europa

Em 2022, o volume de negócios do comércio eletrónico B2C europeu aumentou de 849 mil milhões de euros em 2021 para 899 mil milhões de euros em 2022, apesar da mudança de ambiente económico e político. Estes são alguns dos dados do Relatório Europeu sobre o Comércio Eletrónico de 2023, publicado em conjunto pelo EuroCommerce e Ecommerce Europe.

Embora a taxa de crescimento para 2022, de quase 6%, seja inferior à de 2021 (12%), “o setor continua a avançar e espera-se que continue a crescer em 2023”.

Em 2022, a Europa foi “fortemente afetada” pelo impacto da guerra na Ucrânia, sobretudo pelas elevadas taxas de inflação que exerceram pressão descendente sobre o poder de compra dos consumidores. O relatório destaca que os preços mais elevados foram o principal impulsionador do aumento do volume de negócios do comércio eletrónico em vários países europeus. Os volumes mais baixos foram, no entanto, parcialmente compensados por um aumento nas compras de serviços online (por exemplo, viagens). Ao mesmo tempo, os decisores europeus têm a oportunidade de adaptar o panorama regulamentar aos desafios e oportunidades colocados pelas transições digital e verde.

Para ilustrar o impacto significativo da inflação no sector, o relatório deste ano adicionou números de crescimento ajustados à inflação para a Europa e todas as suas regiões. Em 2021, o crescimento do comércio eletrónico europeu ajustado pela inflação ainda era muito forte (mais 9%), mas caiu em 2022 devido ao choque inflacionário, diminuindo pela primeira vez (menos 2%).

As únicas regiões sem declínio do comércio eletrónico, em 2022, foram a Europa de Leste (mais 5%) e o Sul da Europa (mais 13%). Em 2023, o ecommerce começou a recuperar à medida que a inflação diminuía, o que leva à projetação de um regresso ao crescimento em 2023 (mais 2%).

O documento também identifica o progresso tecnológico (como 5G, AR/VR, carteira digital) e novas soluções de loja (como SaaS) como impulsionadores de uma penetração mais profunda do comércio eletrónico e, portanto, como uma oportunidade para suavizar as divisões regionais. Outro aspeto levantado pelo relatório é a crescente procura de um ecommerce mais sustentável, que deverá basear-se em entregas e devoluções mais eficientes, bem como em padrões de consumo e produção mais ecológicos.

“Globalmente, as principais conclusões do relatório sugerem que o sector está a desenvolver a resiliência necessária para superar os desafios multifacetados dos nossos tempos”.

“A jornada do consumidor está a mudar rapidamente e combinar a interação online e offline tornou-se o novo normal”, comenta a diretora-geral do EuroCommerce, Christel Delberghe.“Em 2022, com a inflação a disparar, os consumidores tornaram-se muito mais sensíveis aos preços. Procuraram poupar cada vez mais e fizeram-no também comparando e diversificando os seus canais de compras online e offline. Esperamos que as vendas online continuem a crescer nos próximos anos, atingindo cerca de 30% das vendas no retalho até 2030. Estar presente online tornou-se vital para muitos retalhistas, especialmente para pequenas empresas”, remata.

Fonte: EuroCommerce

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