segunda-feira, 09 agosto 2021 13:36

Logística: ALDI enfrenta a tempestade da Covid-19

Uma tempestade perfeita que afetou oferta e procura em simultâneo. É esta a visão da ALDI a propósito dos efeitos da Covid-19. “A chegada de uma pandemia ensombrou o virar da década e trouxe consigo um “novo normal”. Os consecutivos confinamentos paralisaram diversas economias e trouxeram uma autêntica “tempestade perfeita": pela primeira vez na História, estávamos perante uma crise que, na sua fase inicial, afetou simultaneamente a oferta e a procura”, afirma o Supply Chain Managing Director da ALDI, André Fradinho, sustentando que este acontecimento veio expor os efeitos da globalização e, consequentemente, muitas das fragilidades que as cadeias de abastecimento globais representam.

Segundo este responsável, as cadeias de abastecimento têm, até à data, “sido estendidas ao máximo por uma questão de custo”, mas a distância física criou “um risco”. “A crise de 2020, enquanto resultado da pandemia, não se apresenta como uma crise de curto prazo: esta terá implicações permanentes e duradouras na forma como as pessoas trabalham e como as cadeias de abastecimento funcionam”, perspetiva.

Na sua opinião, num futuro próximo, o sector da logística será um dos que poderá tirar maior proveito da evolução do mercado, assim como dos novos hábitos de consumo, entretanto, criados. “No entanto, e para que esta evolução ocorra, as cadeias de abastecimento terão de se adaptar rapidamente”, diz.

“Competências como a agilidade e a capacidade de reação em tempo útil transitaram diretamente da literatura para o plano prático e assumiram-se como pilares estratégicos do negócio. Se, até agora, os processos de abastecimento e distribuição estavam assentes em premissas relativamente rígidas, neste momento, o futuro dita que estes têm de ser mais flexíveis e suportados em tecnologia, de forma a prever eventos críticos, lidar com as perturbações no fornecimento e com as variações na procura”, afirma.

Para André Fradinho, a gestão das cadeias de retalho alimentar não foi exceção e foram postas à prova em sucessivos momentos ao longo de 2020. “O lockdown criou um receio da escassez de bens alimentares na população e o verbo “açambarcar” passou a ser repetido diariamente nos nossos media. Todo este clima de medo alterou por completo os consumos de muitos dos nossos produtos e inviabilizou todos os métodos de previsão utilizados, até então, para o abastecimento das nossas lojas”, comenta, adiantando que, além de não ser possível prever com exatidão os artigos cuja venda se exponenciou, nos momentos iniciais da pandemia havia uma série de obstáculos a montante na cadeia de valor.

“A dificuldade na previsão da procura não estava somente no lado do retalhista, mas também do fornecedor, que teve de lidar com picos não previstos na sua produção e que, naturalmente, também influenciou a fiabilidade das suas entregas nos nossos centros de distribuição”, nota. Garante, porém, que, não obstante estas dificuldades, a ALDI conseguiu assegurar o abastecimento regular de todos os artigos essenciais nas lojas. Observa, aliás, que mais recentemente, a limitação de venda de certas categorias de produtos nos retalhistas alimentares “veio testar, uma vez mais, a nossa capacidade de reinvenção”. “No espaço de dias tivemos de encontrar soluções para o armazenamento de artigos que era suposto estarem nos lineares das nossas lojas”, adianta. Por último, e “o mais importante, a obrigação de assegurarmos a segurança de quem está na nossa linha da frente; não apenas nas nossas lojas, mas também de todos os que continuaram a fazer o impossível para que as nossas operações fluíssem da melhor forma possível nos nossos centros de distribuição”.

Diz André Fradinho que, no durante o último ano, foram vários os momentos em que a ALDI se “preocupou em informar, com a maior celeridade possível, os consumidores sobre as limitações ao funcionamento das lojas e qual o impacto que as várias medidas anunciadas iriam ter”. “Só assim foi possível gerir as expectativas dos nossos clientes, enquanto mantínhamos as nossas equipas preparadas para responder a todas as alterações que surgissem”. E exemplifica com o facto de a cadeia ter sido “a primeira” a implementar, a nível nacional, o acesso facilitado às lojas para profissionais da linha da frente no combate à pandemia, disponibilizando-lhes um horário exclusivo de atendimento. “Foram, também, realizadas diversas doações de bens alimentares e não alimentares a vários hospitais a nível nacional. Também na nossa forma de atuação, o ALDI faz a diferença”, remata.

Fonte: Store

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