segunda-feira, 16 agosto 2021 13:20

Logística: Pingo Doce reforça segurança

“Desde que foi diagnosticado o primeiro caso de Covid-19 em Portugal, em março de 2020, que a nossa prioridade foi a segurança e proteção das nossas pessoas, garantindo ao mesmo tempo o abastecimento de bens alimentares a milhares de famílias portuguesas”, afirma o diretor de Logística e Supply Chain da Jerónimo Martins Retalho, José Luís Teixeira. A insígnia reforçou, pois, o trabalho da equipa de Saúde e Segurança, composta por médicos, enfermeiros e técnicos de saúde e segurança, sempre alinhados com DGS e disponíveis para acompanhar os colaboradores.

Lançou, igualmente, um email e uma linha interna de apoio Covid-19, através da qual os colaboradores podem colocar as suas questões, e uma outra linha de apoio psicológico e social, totalmente gratuitas.

Por outro lado, ainda antes de ser decretado o primeiro Estado de Emergência – “num período de grande desconhecimento face à pandemia – colocámos metade das equipas de lojas e armazéns resguardadas em casa, durante 15 dias, com o pacote de remuneração intacto”, observa, adiantando que foi necessário reforçar as equipas da logística – o que continua a ser feito – de modo a garantir a manutenção de toda a cadeia de abastecimento.

Foram, também, implementadas uma série de medidas nas instalações, muitas delas “em antecipação às regras estabelecidas pelas autoridades”, como a medição da temperatura a colaboradores e visitantes, à chegada aos Centros de Distribuição; a aplicação de marcações no pavimento em várias zonas dos edifícios, garantindo distâncias de segurança; ou a colocação de acrílicos nas mesas de refeição das cantinas. “Nesta fase mais aguda da pandemia, disponibilizámos também a todos os nossos colaboradores máscaras FFP2/KN95”, conta, destacando a testagem regular à Covid. “Todos os colaboradores dos centros de distribuição são testados, pelo menos, uma vez por mês”, diz.

Outra medida que José Luís Teixeira qualifica como “extremamente importante” foi o reforço do número de autocarros disponibilizados pelo Grupo Jerónimo Martins, que transportam os colaboradores para os Centros de Distribuição, e que permitiu que “muitos” não se deslocassem de transportes públicos.

“Mas as alterações não se ficaram pela implementação de medidas rigorosas de higiene e segurança”, comenta. “Face ao contexto de incerteza que vivemos desde o início da pandemia, a logística foi obrigada a repensar a forma como trabalha. Arrendámos, desde logo, mais armazéns de modo a aumentar o nosso stock, alargando assim o período de cobertura para o caso de virmos a ser confrontados com problemas de abastecimento”.

A estratégia passou, por outro lado, a assentar em três eixos de acção. O primeiro é o reforço da agilidade (adaptativa) e da resiliência da cadeia de abastecimento. “O desenvolvimento de processos mais ágeis que possibilitem a adaptação a um contexto que se encontra em constante mutação e o desenvolvimento de estratégias que nos permitam reforçar a nossa resiliência, por forma a mantermos toda a actividade intacta, independentemente dos constrangimentos que possam surgir fruto da pandemia”, explica.

O segundo eixo é o aprofundamento dos processos colaborativos e de coordenação da operacionalidade da cadeia de abastecimento.

“Procurámos trabalhar de uma forma ainda mais próxima com todos os elementos que constituem a nossa cadeia de abastecimento, como por exemplo, os nossos fornecedores, que acompanhamos com grande proximidade, de modo a termos presente a situação de cada um e qual a sua capacidade de produção”, adianta. “Garantimos, inclusivamente, o transporte das mercadorias caso estes não o consigam fazer, por forma a salvaguardarmos o abastecimento das nossas lojas”.

Por último, existe o eixo do incremento da ênfase na área analítica e de definição das eventuais evoluções das características da procura futura dos consumidores. “Desenvolvemos novos reports e análises diárias para fazer face ao contexto de mudança iminente que vivemos”, afirma. “É fundamental termos uma ‘analítica’ que, a par de outra informação diversa, nos permite antecipar e prever o comportamento do consumidor. Deste modo, conseguimos planear e responder com uma maior rapidez a alterações de contexto”, sustenta.

A par destas inovações na área do Supply Chain, José Luís Teixeira aponta ainda o investimento que a logística em si foi alvo, “no sentido de melhorar a eficiência operacional”, por forma à insígnia responder melhor aos desafios com que se depara.

Fonte: Store

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