quinta-feira, 09 março 2017 15:39

Amazon e Repsol fecham parceria para recolha de encomendas nos postos de abastecimento

A Amazon selou um acordo com a Repsol que vai permitir que os seus clientes recolham as encomendas nas estações de abastecimento, em Portugal e Espanha. Se para a Amazon representa maior comodidade para os seus clientes, para a Repsol esta parceria é um marco importante na disponibilização de novos serviços, numa altura em que o retalho ganha espaço aos combustíveis.

O serviço "Amazon Locker" já está disponível nos Estados Unidos e em mais de 1.300 locais no Reino Unido, incluindo em algumas estações de serviço Jet, operadas pela empresa petrolífera americana Phillips 66. Nos próximos meses, será lançado na Península Ibérica, em mais de 4.000 pontos Repsol e, depois, será testado em 320 postos em Itália. O serviço traz maior conveniência aos clientes, que deixam de ter de aguardar as encomendas em casa.

A Repsol tem potencial para ser o maior parceiro da Amazon na Europa no que se refere ao serviço "click and collect", tanto pelo elevado número de postos como pela proximidade aos possíveis clientes.

"Estamos a acrescentar novos produtos e serviços aproveitando o facto de termos, diariamente, um contato cara-a-cara com os consumidores maior do que qualquer outra marca em Espanha", avança o diretor executivo da Repsol, Josu Jon Imaz.

Na busca por novos serviços, a Repsol introduziu também um serviço de car-sharing e pontos de carregamento de veículos elétricos em algumas das suas estações, dado o aumento de carros elétricos a circular.

Quanto ao "Amazon Locker", o acordo demonstra o interesse cada vez maior das petrolíferas em apostar em novas parcerias com o comércio a retalho, área que se tem afirmado como uma importante fonte de rendimentos, numa era em que os preços do petróleo estão relativamente baixos. Se até há pouco tempo as operações de retalho eram negligenciada e, por vezes, indesejada na indústria da energia, desde 2014, com o crash dos preços do petróleo bruto, o pensamento mudou e o retalho passou a ser visto como uma fonte de rendimento forte e confiável.

Fonte: Financial Times

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