segunda-feira, 08 agosto 2022 13:01

Gonçalo Lobo Xavier: Retalho é oportunidade de carreira

Reconhecido pela sua dinâmica, capacidade de adaptação e inovação constante, o setor do retalho em Portugal tem nas pessoas o centro da sua estratégia. As pessoas que trabalham connosco, as que fazem parte da cadeia de valor e os consumidores que diariamente nos depositam a sua confiança.

É este ecossistema que impele as empresas a crescerem e a procurarem, de forma cada vez mais constante, mais inovação e novas soluções que respondam aos desafios constantemente colocados. O caminho para cumprir estes desígnios passa, de forma inquestionável, pela valorização dos recursos humanos, com a formação e requalificação a ganharem importância crescente para fazer face a uma realidade laboral em forte transformação e que determina a necessidade de adoção de novas capacidades e novas abordagens a um mundo cada vez mais digital. Isso mesmo foi assumido nos eixos estratégicos da atual Direção da APED.

Na APED, representamos mais de 130 mil colaboradores, divididos entre 90 mil no retalho alimentar e 40 mil no retalho especializado, distribuídos por mais de 4300 lojas. Entre 2016 e 2020, os nossos associados criaram cerca de 14.100 postos de trabalho e, durante esse mesmo período, investiram cerca de 149,6 milhões de euros na formação dos seus colaboradores. Nos últimos dois anos, este papel foi reforçado e tornou-se fundamental para o funcionamento da distribuição. No entanto, a pandemia veio também demonstrar a importância de acelerar a constante necessidade de atualização das competências das nossas equipas. Os colaboradores tiveram de se reinventar com o acelerar do processo de digitalização e o balanço deste esforço é, claramente, positivo.

Vivemos em constante mudança e todos os setores económicos, sem exceção, vivem o apelo de se preparar no imediato para os desafios do futuro. A pandemia apenas veio acelerar o caminho irreversível de procurar competências distintas das que que tínhamos até há bem pouco tempo. Conceitos como reskilling e upskilling são cada vez mais uma realidade num setor que continua a ser atrativo para trabalhar, que está em franco crescimento e tem a ambição de continuar a crescer. Trabalhar na distribuição é apostar numa carreira interessante e desafiante. A digitalização de processos aporta novas competências e diversas possibilidades de carreira dentro das insígnias, permitindo às pessoas desempenhar tarefas com maior valor acrescentado.

O salário é, naturalmente, uma questão relevante quando se olha para a atratividade do setor e não é surpresa que grande parte das empresas do setor já paga acima do salário mínimo nacional. São vários os casos de retalhistas que publicitam salários de entrada acima da média nacional e que estão a promover um aumento generalizado do salário médio, num claro compromisso com o emprego estável e de qualidade, e que constitui apenas uma parte visível da política de investimento nos colaboradores. Falta a estabilidade de uma negociação coletiva séria e que também promova o setor.

No retalho, apostamos continuamente na qualidade das condições laborais, no equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, na flexibilidade e numa perspetiva de carreira.  Somos hoje um dos setores mais competitivos e com um peso significativo no PIB do país. Encaramos o futuro com a responsabilidade e a motivação de continuar a criar valor para toda a fileira do setor. Atraindo e retendo o talento de forma eficaz e eficiente, investindo nos colaboradores, nas suas competências e na formação contínua. Sempre com as pessoas em primeiro lugar. 

Gonçalo Lobo Xavier, diretor-geral da APED

Fonte: Store

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