quinta-feira, 19 outubro 2023 10:03

Há mais no Social Commerce do que um botão de “comprar agora”

O formador do curso prático de Social Commerce na Lisbon Digital School Carlos Martins advoga que as insígnias não devem ficar alheias à nova creator economy, apontando os influenciadores como verdadeiros canais de venda.

Nos últimos anos temos assistido a um grande avanço das tecnológicas em integrar features de shopping nos seus produtos. No entanto, com tantas empresas a competir pela nossa atenção, só um “shop now” num post de Instagram não vai ser suficiente. As redes sociais revolucionaram a forma como as pessoas e as marcas interagem entre elas e estão agora a revolucionar também a forma como as compras de produtos e serviços acontecem no mundo online. O que antes era um processo de compra utilitário, funcional, a acontecer consoante uma necessidade específica e num site de e-commerce de uma determinada marca, é, ao dia de hoje, um processo de descoberta e de impulso que pode acontecer em qualquer rede, a qualquer momento.

Prevê-se que em 2025 as vendas feitas através das redes sociais cheguem aos mil milhões de euros. Ainda assim, e apesar das oportunidades promissoras que o Social Commerce oferece, para as marcas vingarem no universo super populado das redes sociais é necessário que olhem para o Social Commerce como algo que vai para além dos conteúdos que publicam ou dos feeds de produtos que carregam nas várias shops das plataformas.

Não é por acaso que na última Black Friday vimos inúmeras marcas, do Leroy Merlin à L’Oréal, a recorrer a novos formatos de vendas, como o Live Shopping, ou que o Instagram e o TikTok tenham aberto as suas soluções de filtros de realidade aumentada, para que marcas dos vários setores coloquem à distância de um clique a experimentação virtual dos seus produtos. Na procura pela atenção, há que re-imaginar a experiência de marca, a experiência de venda. Mas nem só de conteúdos e experiências se faz o dia a dia do Social Commerce, não fosse um dos seus C’s, o Cliente – seja por toda a conversação que acontece de forma espontânea e não controlada nos comentários dos vários conteúdos de social, seja pelo atendimento que lhe é preciso dar nas caixas de mensagens, do Messenger ao Whatsapp. Numa época em que queremos tudo, para agora, a capacidade de resposta em tempo real pode ser sinónimo de uma boa experiência e consequentemente de mais uma venda.

Numa época em que o valor dos influenciadores vai para além das suas comunidades, há que, mais do que olhar para eles como simples canais de comunicação, olhá-los como autênticos canais de venda. Há uma nova creator economy que não deve ser alheia às marcas. E se não está familiarizado com a hashtag #TikTokMadeMeBuyIt vale a pena uma pesquisa deste fenómeno para perceber que hoje são os próprios consumidores os que mais influenciam o processo de descoberta e compra de marcas e produtos até então desconhecidos.

A verdade é que, para a maioria das pessoas, as plataformas de social media são a porta de entrada para tudo o que fazem online – notícias, entretenimento e comunicação. E agora o social commerce também se junta a estas atividades. Porque uma coisa é certa: “Social Commerce will only get bigger”.

Fonte: Store Magazine

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