terça-feira, 20 outubro 2020 16:14

Maioria dos líderes perspetiva flexibilidade no trabalho

A forma como o trabalho flexível é encarado sofreu uma alteração dramática fruto da pandemia da Covid-19. Segundo um estudo da Microsoft com a Boston Consulting Group e a KRC Research, 92% dos líderes nacionais preveem a permanência deste modelo na fase pós-pandemia.

Os dados recolhidos em 2019 indicavam que apenas 15% das empresas em Portugal reportava uma política de trabalho flexível, o que contrasta com os 86% registados este ano. Os principais benefícios identificados pelos empregadores em Portugal para esta nova forma de trabalhar são o aumento na produtividade (81%), a retenção de talento (72%), a sustentabilidade (71%) e a poupança de custos (71%). No estudo anterior, os portugueses inquiridos referiram gastar 52% da semana de trabalho em tarefas desnecessárias, como reuniões, chamadas telefónicas e procura de informação.

Este ano, com o trabalho remoto a ser uma realidade para uma grande parte das empresas, a evolução foi positiva e o valor reduziu para 44%. Observa-se uma queda no número de líderes em Portugal que afirmam que as suas empresas são altamente inovadoras em termos de produtos e serviços (56% em 2019 para 44% em 2020). 98% destes vê, no entanto, a inovação do local de trabalho como uma prioridade.

O desafio do trabalho flexível em organizações com uma cultura de inovação é encarado pelos líderes de uma forma mais otimista em termos de crescimento: 49% dos líderes em empresas nacionais inovadoras espera que as suas organizações saiam da pandemia mais fortes do que o previsto (comparativamente a 35% dos europeus). Nas empresas nacionais menos inovadoras, apenas 24% dos líderes tem essa visão, valor equiparado à média europeia.

Segundo o estudo, os colaboradores continuam a valorizar trabalhar no escritório, considerando o tempo passado no espaço físico como uma forma importante de manter os laços com os colegas, mas 35% dos inquiridos nacionais afirma que gostaria de trabalhar fora do ambiente de trabalho tradicional. E identificam benefícios associados ao trabalho remoto: 81% refere que em casa se veste de uma forma mais casual, 56% afirma que tem mais tempo para hobbies, 41% diz trabalhar na presença de animais domésticos e 37% disponibiliza mais tempo para as crianças.

O estudo foi realizado em 15 países europeus (Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Holanda, Irlanda, Itália, Noruega, Portugal, Reino Unido, Suécia e Suíça) e contou com a participação de 9.093 entrevistados (líderes e colaboradores), 607 dos quais portugueses. Fonte: Lift

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