segunda-feira, 29 março 2021 14:25

Intermarché caminha no sentido da digitalização

A crise de saúde pública levou o Intermarché a encontrar alternativas que privilegiassem o distanciamento social e a segurança dos seus colaboradores. Nesse sentido, e como as formações são “imperativas para garantir a inovação e atualização dos serviços e produtos”, migraram, internamente, para o digital, em concreto para plataformas online.

“O registo presencial foi adaptado para os lives trainings, através dos quais continuamos a fazer as nossas formações, sendo apenas ativado pontualmente, garantindo o cumprimento de todas as recomendações das autoridades de saúde”, explica fonte do Grupo Os Mosqueteiros, acrescentando que as mais-valias dos lives passam por garantir uma “maior segurança” aos participantes, já que podem assistir de forma cómoda às sessões, traduzindo-se, ainda, numa redução de custos no aluguer de espaços e deslocações.

A comunicação interna caminhou, também, no sentido da digitalização. Foram adotadas ferramentas online, que permitiram aos RH comunicar de forma “intensiva, sem comprometer a segurança dos colaboradores” – dinâmica que já existia antes da pandemia, como plataforma complementar. “Acima de tudo, consideramos que, ao nível da comunicação interna, houve uma mudança de mentalidades, resultado do salto tecnológico a que as empresas foram submetidas”, defende o grupo.

Seja ao nível da comunicação interna ou das formações, o balanço é “muito positivo” para a insígnia e os colaboradores. Contudo, sentem que existem alguns “aspetos menos positivos” associados às novas ferramentas, como, por exemplo: os funcionários que trabalham em open space “não têm as melhores condições” para participar, e a proximidade entre formadores e formandos “pode ser colocada em causa” nesta nova realidade. Ainda assim, quando a “normalidade” regressar, o Intermarché não pensa regressar às velhas práticas, pois isso seria “regredir na evolução” construída até ao momento. “Os últimos meses foram de adaptação e consideramos que demos um salto não só tecnológico, mas, também, de mudança de mentalidades”, afirma a mesma fonte.

Os processos estão em “constante aperfeiçoamento e adaptação”, com novas ferramentas online que permitem uma maior eficácia, sem comprometer a proximidade com os seus colaboradores. No futuro, dizem querer continuar a trabalhar nessa evolução tecnológica que construíram ao longo dos últimos meses. “De um ponto de vista mais prático, estamos focados em resolver os problemas técnicos que surgem aquando da utilização das plataformas online, mas também em construir uma base digital forte, que nos permita quebrar as resistências e os preconceitos ainda associados às tecnologias”, contam.

O trabalho remoto veio “para ficar”. Neste sentido, estão focados na promoção de uma comunicação “cada vez mais eficaz”, entre líder e equipa; e no estabelecimento de metas, a “curto e médio prazo”, e de planos de trabalho, que garantam o foco das equipas mesmo em teletrabalho.

Fonte: Store

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